Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 10/11/2019
O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. De maneira análoga, percebe-se que, em pleno século XXI, a realidade das políticas públicas voltadas para o desaparecimento de pessoas no Brasil é falha, sendo repleta de burocracias e impasses. Diante disso, existem fatores que favorecem esse quadro de iniquidade, como a violência e sequestros, e a falta de comprometimento do Governo com tal causa, tendo como razão o medo de sair da zona de conforto como dito anteriormente.
A priori, segundo a organização Cidade Livre, os índices mais altos de desaparecimento são dos jovens, sendo 45% quando comparado a outras idades. Essas estatísticas podem ter como causa a violência doméstica, seja por familiares ou vizinhos, rejeição quanto a opção sexual, o que causa outros problemas como a depressão e o suicídio, sequestros ou pedofilia e violência sexual. Dessa forma, a supervisão desses jovens e a percepção de problemas pelos responsáveis e pela escola pode ajudar no impedimento de uma suposta fuga ou que o indivíduo seja vítima de algum crime.
Ademais, a resolução dos casos de desaparecimentos é outro entrave no Brasil, pois tais casos, se forem solucionados, demoram muito tempo, correndo risco de não encontrar a vítima com vida. O processo de apoio a família e resgate possuem muita burocracia e retrata a falta de organização e interação entre os órgãos públicos brasileiros. Portanto, a melhor distribuição de funções e políticas públicas que ajudem no andamento e na rapidez dos processos de casos de desaparecimento, seriam boas soluções para esse problema do país.
Diante o exposto, são necessárias mudanças preventivas e pós desaparecimentos no Brasil, como um exemplo de mudança preventiva o Poder Executivo pode promover palestras motivadoras que conscientizem os jovens a não resolverem problemas a partir de fugas, além de fiscalizarem melhor no quesito violência, seja sexual ou doméstica, e sequestros. Como medida pós desaparecimento a mídia pode usar sua persuasão sobre a população e divulgar com mais eficiência os dados de pessoas desaparecidas para que seja mais fácil encontra-las. Essa divulgação pode acontecer via redes sociais, propagandas atrativas passadas em canais de televisão e em “outdoors”, dessa maneira, a problemática supracitada será amenizada.