Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 27/01/2020

O filme “O quarto de Jack” retrata a história de uma mulher que desapareceu quando ainda era adolescente porque foi sequestrada e mantida em cárcere. Fora das telas, a realidade não é tão distante pois tem-se aumentado o número de pessoas desaparecidas no Brasil. Tendo em vista essa problemática, cabe analisar as dificuldades encontradas pelo sistema de busca das pessoas que sumiram, a fim de amenizar essa situação.

Antes de tudo, é notório que os métodos voltados para encontrar os indivíduos são ineficazes a nível nacional. Segundo o filósofo Jonh Rauls, em uma sociedade deve-se contemplar com atenção especial os desiguais. Diante dos conceitos do estudioso, verifica-se que as ações policiais não configuram-se de forma especifica, já que esses, na maioria das vezes somente utilizam o recurso de informações dadas pelas testemunhas, não atendendo com vigor a parcela desaparecida. Ademais, esse déficit é intensificado por conta do grande território brasileiro tornando esse  ato policial inviável para a solução do problema.

Outrossim, é fundamental salientar que parte da população não atua ativamente para ajudar aos agentes investigadores. De acordo com Immanuel Kant, toda ação deve ser validade universal. Assim sendo, constata-se que um compartimento do corpo social fere a Moralidade kantiana ao dar falsos testemunhos acerca da localização do desaparecido e, por vezes, usa de atos ilícitos de convencimento dos familiares da vitima sobre um falso sequestro para roubarem dinheiro. Além disso, também nota-se que muitos em medo de depor a respeito de um sumiço por ameaças criminosas.

Logo, fica claro, que medidas são necessárias para diminuir a quantidade de pessoas sumidas no país. Em primeiro lugar, o Governo deve criar um órgão que seja responsável pela efetivação de um banco de dados com informações de todas as pessoas que sumiram a nível estadual e até nacional e que ficará responsável pela divulgação de fotos e do nome da pessoa nas redes sociais, assim como, ficará responsável por administrar grupos específicos de agentes ao caso a ser investigado. Além do mais, esse mesmo Órgão disponibilizará um número de telefone para ouvir as pessoas que sabem de notícias sobre os desaparecidos e marcar um encontro com a mesma para constatar a veracidade, para que o sistema seja reforçado e a população sinta vontade de falar sem sentir-se ameaçada.  De mais a mais, câmeras devem ser instaladas nas rodovias, aeroportos e rodoviárias com uma verba governamental, com a finalidade de ter-se mais fontes de registros e assim auxiliar na investigação nacional. A posterióri, os jornais de televisão deve divulgar em um horário especial as fotos e o contato da organização que o governo criará para a população ajudar ativamente.