Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 02/04/2020
Na década de 70, a Argentina enfrentou uma Ditadura Militar que deixou milhares de mortos e desaparecidos. Nesse contexto, surge o movimento “As Mães da Praça de Maio”, composto por mulheres na busca de notícias de seus filhos. Da mesma forma, ocorre até os dias atuais no Brasil, onde familiares, diante do poder público, procuram pessoas que desapareceram, no meio de consolo e esperança.
A priori, é válido ressaltar que a maior parte de indivíduos que sofrem sequestro são menores de idade do sexo feminino, pois são os principais alvos de abuso e de violência, tanto domestica, quanto urbana. A falta da segurança nas ruas é uma fator de risco, pois muitas crianças são sequestradas na frente da própria casa. Em outros casos, o desaparecimento é uma escolha do próprio individuo, que muitas vezes opta pelo afastamento do ambiente familiar para recomeçar a vida. O aumento das doenças psicológicas podem também ocasionar a fuga. Um exemplo de distanciamento dos parentes, são os idosos que fazem isso para proteção pessoal e financeira.
Outrossim, na ocorrência desses casos, a família, abalada psicologicamente fica perdida ao procurar ajuda, e não sabe quais locais e instituições oferecem esse auxílio, recorrendo às delegacias. Segundo Friedrich Hegel, o dever do Estado é proteger seus filhos. O uso da tecnologia nessa busca é útil para reconhecimento facial, facilitando o trabalho. Ademais, o aumento do comercio de órgãos impulsionou os raptos nos últimos anos e consequentemente aumentando a violência.
Diante do exposto, o Governo deve, por meio de verbais governamentais, oferecer o suporte necessário para buscas e fazer o trabalho mais eficiente possível, para que assim as famílias se sintam apoiadas. Essa ajuda pode aumentar o números de pessoas encontradas. Dessa forma, a mídia pode realizar a divulgação, seja nas redes sociais ou televisão, fazendo com que os outros ajude na procura dos desaparecidos. A conscientização de todos por meio de campanhas realizadas pelo Poder Publico pode interferir de modo que todos tomem cuidado com seus entes próximos. Sendo assim, não se repetirá o acontecido na Ditadura da Argentina.