Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 01/03/2020
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Nesse verso do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade, publicado na Revista Antropofagia em 1928, é enfatizado os obstáculos que os indivíduos encontram nos ciclos sociais da vida. Nessa perspectiva, no cenário pós-moderno do Brasil, as políticas públicas para encontrar indivíduos desaparecido ainda se mostra insuficientes, o que implica na pouca eficácia em localizar esse grupo.
Antes de mais nada, o sucesso na busca por desparecidos se torna um obstáculo no país pela abrangência e complexidade dos casos. Isso ocorre por não existir um sistema que delimite na nação dados específicos que pontue as principais causas, bem como a faixa etária e sexo desse tecido, que servem como ferramenta nas buscas. Ainda assim, convém destacar a escassa ação da Força Nacional em criar delegacias especializadas, e usar métodos tecnológicos, como o uso do DNA para reconhecer mortos indigentes, por exemplo.
Além disso, os próprios motivos da condição é algo a ser superado pelos Governos, pois é notória as diversas maneiras que configuram o desaparecimento, distribuído desde assassinatos, fuga do lar, desorientação de idosos e portadores de transtornos mentais. Dessa maneira, é preciso um acompanhamento psicológico e social das famílias e vítimas encontradas. Assim sendo, dentro da concepção do Sociólogo Émile Durkheim, no seu trabalho “Fato Social”, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são as suas origens e condições de que depende.
Dessarte, urge que o Governo Federal, crie delegacias especializadas na busca por pessoas desaparecidas e use métodos eficazes de localização desse corpo social, por meio de estudos sobre o DNA das vítimas e um sistema de reconhecimento presente em toda a Federação, que seja possível identificar indivíduos de outras regiões do país. Ademais, deve haver um apoio psicológico às pessoas encontrados e seus familiares, por intermédio da instauração de setores de acolhimento nas delegacias, para evitar a reincidência desses casos. Somente assim será retirada mais uma pedra do caminho.