Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 02/03/2020

A modernidade, junto à revolução tecnológica, trouxe a possibilidade de aprimoramento nos vários serviços oferecidos à população. Entretanto, muito se discute acerca das dificuldade que as famílias encontram diante da deficiência de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil. Na falta de um órgão exclusivo de investigação, muitas famílias fazem o trabalho por iniciativa própria e com muitas dificuldades, visto que não têm à disposição um aparato de informações e recursos básicos necessários.

Em primeiro lugar, deve-se levar em consideração que a principal causa das dificuldades que as famílias de desaparecidos encontram é devido a inexistência de um órgão nacional que seja exclusivo para essa finalidade. A exemplo disso, pode-se citar a atuação do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicridi), órgão da Polícia Civil do Paraná que é referência nacional devido a sua eficiência, pois se utiliza de alta tecnologia para investigar crianças desaparecidas e tem tido resultados muito satisfatórios.

Outro aspecto a ser abordado faz referência ao desamparo a que famílias dos desaparecidos ficam submetidas. Por conta disso, é comum que os familiares iniciem o trabalho de investigação por iniciativa própria e muitas muitas vezes fazem uso de ferramentas como o Facebook, na esperança de obter o máximo de informações possíveis. Porém, devido a falta de recursos elementares de uma investigação especializada, a maioria desses casos não logram êxito.

Portanto, para que esse problema seja amenizado, é fundamental que se se crie, por meio de um projeto de lei votado pelos deputados, um órgão  nacional exclusivo para investigação de pessoas desaparecidas. Esse órgão deverá  ter postos de atendimento em cada microrregião,  contar com o apoio de uma rede de multiprofissionais, que além de investigadores e peritos, também disponha de profissionais da tecnologia de informação e psicólogos.