Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 29/03/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos garante segurança a todas as pessoas, porém, no Brasil ainda se encontra notório o desaparecimento de pessoas, que muitas vezes nunca são encontradas. Esse cenário preocupante, que afeta largamente crianças e adolescentes, atesta a ação insuficiente do poder público em resolver os casos, juntamente com o pouco preparo das famílias em prevenir e lidar com essa delicada situação.

Nesse contexto, devido a uma ineficiência nas ações governamentais de acionamento da ajuda civil, que é fundamental para a agilidade da investigação, muitos casos de desaparecimento nunca são resolvidos. À guisa de exemplificação, tem-se o “Amber Alert”, política estadunidense que notifica de imediato a população, em escala nacional, em caso e raptos infantis, em noticiários da TV aberta e mensagens nas redes sociais com as informações da última vez que a vítima foi vista e atualizando conforme o andamento da investigação. Recursos como esse podem salvar muitas vidas, tornando a inquirição policial mais certeira pelos depoimentos das testemunhas, o que combateria a displicência das ações vigentes.

Ademais, essa ineficiência governamental na disseminação de informações faz com que os núcleos familiares não desenvolvam uma mentalidade de prevenção contra possíveis desaparecimentos e nem saibam como lidar caso ocorram. A título de ilustração, no seriado “Stranger Things”, o garoto Will Byers desaparece enquanto volta para casa de bicicleta, sozinho, tarde da noite, deixando sua mãe e seus amigos desesperados. Tais descuidos, como na ficção, precisam ser combatidos no ambiente familiar com medidas preventivas, assim como o preparo de como se portar diante dessa situação delicada, controlando o desespero e colaborando com as autoridades.

Tendo em vista essa problemática, o Ministério da Segurança Pública deve implantar políticas que possam acionar a ajuda da população, local e nacional, e encorajar sua colaboração, por meio da emissão de notificações, principalmente nas redes sociais, com atualizações frequentes do andamento do caso, acelerando, assim, as buscas e prevenindo fugas. Além disso, as famílias devem ensinar desde cedo às crianças a se protegerem de estranhos e saberem dar informações como o nome completo e contato dos responsáveis, gerando uma mentalidade preventiva e podendo facilitar a investigação, quando a própria vítima conhece estratégias de defesa. Assim, o direito à segurança pode alcançar mais efetivamente a sociedade brasileira.