Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 30/03/2020
No período histórico do Brasil colônia era comum a venda de escravos sequestrados pela coroa portuguesa, ato este retratado por muitos filmes atuais. Essa ação criminosa, infelizmente, se estende até os dias de hoje, visto que muitos são os que somem da sociedade, coibidos à vontade de criminosos. Apesar de atualmente existirem órgãos governamentais especializados em busca e resgate - como departamentos da polícia militar (P.M.) e os bombeiros -, a necessidade de ampliação destes é fundamental, e resulta não só na melhora da efetividade investigativa criminal, mas também possibilita a revelação da fonte de problemas sociais e democráticos que influenciam no desaparecimento dos cidadãos.
Em prelúdio, a intensificação dos meios de ação dos agentes supracitados é imprescindível para o combate de organizações criminosas. Um exemplo deste fato é retratado no filme ‘‘Rambo: até o fim’’, lançado em 2019, onde o protagonista, ao seguir o desaparecimento de sua sobrinha, após longo tempo de procura, se depara com um cartel que opera serviços de prostituição. Analogamente a atitude do personagem demonstra como a utilização de desaparecidos pode servir como fio condutor para a resolução de investigações. Portanto, problemas de não conclusão de casos, seriam evitados se houvesse uma possibilidade de manter longos períodos de atuação dos procuradores, garantindo o bem-estar social brasileiro.
Outrossim, a otimização de políticas públicas de rastreamento de pessoas, significa que a atuação contra problemas sociais de desigualdade e preconceito serão também melhorados. A renomada e premiada obra cinematográfica ‘‘12 anos de escravidão’’, conta a história de um negro livre, baseado na vida de Solomon Northup, que é sequestrado e escravizado por sua raça. Tal história mostra como o sumiço do homem é motivado pelo racismo e preconceito, donde pode-se concluir que ao procurar desaparecidos, também se procura o motivo pelo qual se foi feito, de maneira que se possa além de assegurar a segurança destes, revelar distúrbios coletivos do Brasil.
Conclui-se, portanto, que é dever do poder executivo fornecer avanços na atuação de todos os órgãos envolvidos na função de busca, aumentando o contingente direcionado para esses casos, por meio da disponibilização de maior quantidade de vagas nos cursos relacionados a tais trabalhos, consequentemente maior investimento financeiro. Por conseguinte, será possível manter longos períodos de investigação, fazendo com que casos que antes eram impossibilitados de resolução o possam agora ser, além de obter melhor desempenho na análise e combate ao preconceito. Logo, prerrogativas ultrapassadas deixarão de se estender aos dias atuais.