Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 28/04/2020

No limiar do século XXI, a negligência estatal nas buscas por pessoas desaparecidas no território brasileiro apresenta uma grave patologia social. Nessa perspectiva, as frequentes fugas de crianças e adolescentes das suas próprias casas e a inadvertência governamental que não apresenta segurança e apoio nas busca por pessoas, ocasionam consequências deletérias à sociedade. Logo, com o escopo de mitigar tais infortúnios, medidas familiares e governamentais são fulcrais.

Efetivamente, no Brasil hodierno a sociedade procura empregos de melhor qualidade salarial em todas as regiões, principalmente, em grandes centros urbanos, assim passando menos tempo em casa com sua família. Nesse contexto, o filósofo sul coreano Byung - chul Han relata, no seu livro “Sociedade do Cansaço” que as pessoas da atualidade são classificadas como a “Sociedade do Desempenho”, haja vista que elas trabalham e estudam cada vez mais para conseguirem um emprego de melhor retorno financeiro. Todavia, a grande maioria desses empregos acarretam em uma grande carga horária desses indivíduos, os quais passam o dia inteiro trabalhando e, consequentemente, ficando pouco tempo com seus filho. Dessa forma, crianças e adolescentes são criados com outros ensinamentos, os quais apresentam situações nefastas futuramente, como a fuga de suas próprias casas, visto que, alguma vezes, é relacionada a trafico de drogas e facções organizadas.

Ademais, a falta de compromisso dos políticos com a nação brasileira gera graves entraves na sociedade, como o desaparecimento, por meio de tragédias naturais, por intermédio de ações antrópicas,  e tráfico de pessoas. Nesse panorama, o acontecimento da barragem em brumadinho reflete o despreparo do Governo no aspecto industrial, matando e deixando várias pessoas desaparecidas. A título de ilustração, o contrabando de pessoas na atualidade provocam malefícios para as família das vítimas, uma vez que grande maioria são mulheres que são levadas para a prostituição em diversos lugares do Brasil. Dessa maneira, a inadvertência do estado no quesito segurança e bastante ineficaz nesse sentido.

Destarte, a família, como instituição formadora de opinião deve, desde a infância, ensinar os atos corretos para que as crianças não fugam de casa, por intermédio de conversas e consultas com psicólogos, os quais vão mostrar como os pais podem conciliar o trabalho com a família, como aproveitando os finais de semana para promoverem atividades familiares, com o fito de minimizar tais efeitos. Outrossim, o Governo deve, por meio do Poder Legislativo, criar leis para a proteção de lugares e de pessoas, a fim de delas poderem morar e andar em qualquer lugar do país. Dessa forma, uma sociedade com poucas pessoas desaparecidas será formada.