Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 10/05/2020

No filme “Doze anos de escravidão” o personagem Salomon vive uma vida feliz ao lado de sua família, um dia ao sair de casa para ir trabalhar simplesmente desaparece e reencontra sua família doze anos depois relatando que havia sido sequestrado. Contudo, a história ficcional nem sempre se repete ao cotidiano brasileiro, pois muitas pessoas desaparecem e nunca mais retornam aos seus lares. E nesse sentido, a ausência de políticas públicas para busca por pessoas desaparecidas intensifica a problemática.

Primeiramente, cabe destacar que a família é instituição responsável pelos jovens e crianças. Porém, devido a problemas estruturais, que decorrem de presença de violência, alcoolismo, desamparo financeiro e sentimental, essa instituição não é capaz de zelar por seus entes. Assim, diariamente crianças e jovens fogem de seus lares, em busca de apoio, que não é ofertado pela família e muito menos pelo Estado. Nesse aspecto, quando o Estado se omite em relação ao desaparecimento dos indivíduos, promove a perpetuação do fato.

ademais, a criminalidade se beneficia com a fuga dos indivíduos. Segundo dados colhidos do “site” cidade livre, cerca de 33% dos desaparecimentos ocorre entre crianças e jovens. Nesse sentido, a promoção do aliciamento para o mundo da exploração sexual, tráfico e venda de pessoas é intensificado. Destarte, é necessário a promoção de sistemas de buscas mais eficazes, para promover de forma mais rápida a localização dos desaparecidos.

Portanto, urge que medidas sejam tomadas para resolver o problema. O Governo Federal, por meio de politicas públicas, deve aumentar a contratação de profissionais competentes para o atendimento a famílias desestabilizadas, de modo que as famílias sejam corretamente norteadas nas suas relações, o que promoverá o desenvolvimento e reconstrução de suas estruturas. Dessa maneira, haverá a redução do índice de crianças e jovens que fogem de casa.