Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 17/05/2020

Parafraseando a matéria Órfãos do estado “Em dezembro de 1995, Fabiana, de 13 anos, desapareceu na cidade de São Paulo. Ainda hoje, a mãe segue sem nenhuma pista sobre o paradeiro dela.” A displicência do Poder Público na busca por pessoas desaparecidas, juntamente à falta de debates sobre sequestro e desaparecimento na educação de crianças e adolescentes por parte de familiares e instituições educacionais causa um panorama que negligencia a segurança da população infanto-juvenil brasileira, fazendo que os números de indivíduos desaparecidos no Brasil aumente consideravelmente.

Em primeira análise é evidente a falta de comprometimento do poder executivo para fomentar a procura dos cidadãos desaparecidos, gerando descontentamento às famílias que esperam por respostas e sentem-se desamparadas pelo Estado, que deixa de cumprir o artigo sexto da constituição de 1998 na qual cita a segurança como um direito social. Desta forma torna-se necessário o posicionamento do Poder Público para acalentar os familiares destas pessoas que encontram-se ausentes de seus lares, além disso é imprescindível que as investigações sejam constantes para obtenção de maiores resultados nas buscas.

Ademais é notória a importância de debater-se em casa e nas instituições de ensino os riscos que crianças e adolescentes sofrem todos os dias ao sair de casa, deve-se ensinar que não pode falar com estranhos ou aceitar propostas de pessoas que não é de conhecimento familiar. Ainda, é de extrema importância que os pais monitorem com quem seus filhos estão conversando através da internet, tendo em vista, que muitos sequestradores utilizam-se deste meio para atrair jovens que não foram ensinados corretamente através de conversas com seus responsáveis, faltando assim  conhecimento necessário para não colocar sua segurança em risco.

Portanto, compete ao Poder Legislativo a criação de melhores leis e sinalizações, como alertas de desaparecidos e sequestrados para organizar as buscas por pessoas que se encontram ausentes de suas casas, amparando e tranquilizando os familiares que poderão sentir-se amparados pelo Estado. Além disso, cabe a família e as escolas a responsabilidade de debater temas como sequestro e os riscos presentes na vida dos cidadãos brasileiros, ensinando aos párvulos como agir em situações nas quais sua segurança esteja comprometida.