Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 30/05/2020

O filme “3096 dias” mostra a história real de Natasha Kampusch, uma australiana que foi raptada aos 10 anos de idade e passou quase uma década em cativeiro. Assim como ela, muitos brasileiros desaparecem diariamente e deixam seus amigos e familiares sem ideia do que possa ter acontecido. Devido à ausência de uma entidade adequada para investigar esses casos e à demora na notificação de alguns casos, esses números tendem a permanecer constantes.

Visto que, segundo o Ministério da Justiça, cerca de 28 pessoas desaparecem por hora no país, fica evidente a necessidade de ações governamentais para combater esse problema. Entretanto, a legislação brasileira não possui um código específico que oriente as autoridades a como agir ao lidar com os sumiços. Logo, os responsáveis pelas investigações ficam sem saber ao certo o que fazer e grande parte dos casos fica sem resolução.

Além disso, é comum que alguns desaparecimentos demorem para serem reportados. Como no filme “Um pequeno favor”, no qual uma dona de casa some e sua família, por crer que ela estava ausente por motivos de trabalho, só busca ajuda da polícia após vários dias do ocorrido. Por conseguinte, a investigação é atrapalhada, já que as primeiras horas são essenciais para que um caso seja solucionado.

Sendo assim, fica evidente a necessidade da criação de medidas para reverter essa situação. Para isso, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Justiça, criar um órgão especializado em cuidar desses delitos e que seja integrado a outros sistemas de dados públicos, com o objetivo de tornar as investigações mais rápidas e eficientes. Por fim, o Ministério da Cidadania deve, por meio da mídia, divulgar campanhas que  informem a população sobre a importância de identificar um caso de desaparecimento e reportá-lo o mais rápido possível.