Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 03/06/2020

A constituição Federal Brasileira, assegura a todos os indivíduos o direito a segurança pública, porém, nos últimos anos, os índices de pessoas desaparecidas cresce continuamente. Infelizmente, a falta de políticas públicas que visem tornar mais eficiente as buscas pelos sumidos acentua a preocupação do retorno destes, sendo que a pressão exercida pela sociedade tende a maximizar o sentimento de necessidade de fuga.

Primeiramente, convém analisar que, a população possui inúmeros tabus e normas, as quais “devem” ser respeitadas. Onde apontado pelo sociólogo Émile Durkhein se chama Fato Social, ao qual mostra que aqueles que não se encaixarem no padrão pré estabelecido, são anormais. Esta teoria, quando refletida nos adolescentes, reprime-os e tende a aumentar o desejo por “desaparecer”.

Paralelo a isto, vale destacar que 45% daqueles que desaparecem estão na faixa etária de 18 á 60 anos. Normalmente, é a idade que o indivíduo passa a ter mais obrigações na vida adulta. Como ilustrado no seriado Black Mirror da Netflix, a idealização de que é necessário uma vida perfeita, tanto virtualmente como financeiramente exerce uma pressão tóxica na sociedade.

Portanto, infere-se que as consequências das ações exercidas pela sociedade sejam minimizadas. De modo que, a necessidade de ampliações de políticas sejam feitas. Então, cabe ao Ministério da Cidadania, em conjunto com a Secretária de Segurança Pública ampliar suas tropas de buscas e modernizar seus equipamentos, para que a demanda de desaparecidos sejam encontrados, a fim de confortar aqueles que esperam pelo retorno. Ademais, deve-se implantar nas instituições escolares, palestras que motivem a todos para sua aceitação, bem como entendimento de que caso ocorrer necessidade de fugir, há assistência a disposição deles. Feito isso, as políticas públicas irão abraçar a sociedade, tornando o país um lugar melhor e mais seguro para a população.