Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 14/07/2020
De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública foram contabilizados, em 2018, mais de 82 mil casos de desaparecimentos. Esse dado revela uma preocupante realidade vivenciada por muitas famílias que além de, sofrerem com a ausência de um ente próximo, ainda deparam-se, frequentemente, com o descaso dos órgãos responsáveis pela busca. Logo, é necessária a ampliação de políticas públicas para o enfrentamento desse problema.
Em primeiro lugar, devem-se destacar os principais motivos os quais explicam a ineficiência do processo de localização de desaparecidos. Um deles refere-se a falta de delegacias especializadas e também de profissionais capacitados nessa área. A importância da existência desses recursos é comprovada pelo exemplo do Paraná. Onde, segundo dados do governo estadual, foram solucionados 100% dos casos de crianças desaparecidas em 2018 e 2019. Isso se deve, principalmente, por haver o Serviço de Investigação de criança desaparecida. Ademais, observa-se que pouquíssimas delegacias oferecem suporte psicossocial à família durante e depois do acontecimento. Esse atendimento é de grande importância já que, parte dos casos ocorrem devido conflitos familiares podendo assim evitar a reincidência do fato.
Além disso, há a ausência de campanhas educativas visando a prevenção desses acontecimentos. Nas quais pais e responsáveis deveriam ser alertados e orientados quanto as possíveis causas que levam crianças, adolescentes e até adultos a deixarem suas casas e ainda como prevenir sequestros e tráfico de pessoas.
Por fim, cabem às secretarias de segurança pública a criação de delegacias especializadas. Sendo que, estas se localizarão em cidades polos e trabalharão de forma integrada com as polícias dos demais estados da federação. Por meio dessas estruturas haverá um melhor enfrentamento e uma maior taxa de solução das ocorrências.