Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 26/08/2020

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que ampliação de políticas públicas por pessoas desaparecidas no Brasil  apresenta barreiras  as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nessa perspectiva, há dois fatores que não podem ser negligenciados: a falta de políticas públicas e o silenciamento social.

Em primeiro lugar, percebe-se que ausência de políticas públicas tem um papel coadjuvante em relação ao imbróglio. Sob esse viés, Abraham Lincoln, célebre personalidade americana, teceu diversas críticas ao sistema político no geral. Sempre enfatizando  a ideia de que a política é serva do povo e não ao contrário. Com efeito, segundo dados da Organização das Nações Unidas, mais de 79 mil de pessoas desaparecem por ano, o que se percebe-se  é justamente o oposto do conceito  que Lincoln defendeu, pois não há um conjunto de ações, planos ou metas públicas voltadas à resolução do impasse. Assim, é inadmissível que a Constituição Federal de 1988 não assegure o bem-estar e à dignidade de vida da população.

Em segundo lugar, nota-se que o silenciamento social é a causa expressa do empecilho. Sob esse lógica, a escritora brasileira Martha Medeiros discorre, em umas das suas obras, sobre a falta de debate social, sustentando que o indivíduo silencia aquilo que ele não quer que venha à tona. Dessa forma, é notória a relação da afirmação da autora e a questão de pessoas desaparecidas, já que a mídia, como agente formador de opiniões, ainda que aborde a temática, muitas vezes é instigada de maneira superficial e sem continuidade. Ademais, de acordo com os  dados divulgados pela Secretaria dos Direitos Humanos, mais de 26,99% entre 17  e 59 somem. Sendo assim, trazer à pauta esse mote e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.

Portanto, medidas são necessárias para mudar o quadro atual. Destarte, para a conscientização da população brasileira a respeito da problemática, é preciso que as escolas, com apoio das prefeituras e das mídias, promovam um espaço para rodas e discussões sobre o conteúdo no ambiente escolar, por meio de palestras. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença de professores e de especialistas no assunto, com o intuito de combater o silenciamento social e a carência de políticas públicas  e de que as pessoas compreendam a matéria relativa ao enunciado. Com isso, a coletividade alcançaria a ‘‘Utopia’’ de More.