Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 03/09/2020
Historicamente, o homem tem por base a mercantilização de variados bens. No entanto, essa mercantilização está atingindo proporções cruéis ao impor valor à vida e liberdade de uma pessoa. No Brasil, casos de desaparecimentos são crescentes e motivados por diversas causas, dentre elas a comercialização, que associadas ao descaso e falta de organização pública favorece o atual contexto.
Em primeiro ponto, a constante busca por lucros pode levar à práticas danosas para diversas famílias e indivíduos. Por exemplo, os Órgãos de Segurança Pública afirmam que o desaparecimento de pessoas, quando de forma forçada, se associa com prostituições, pedofilia e até mesmo tráfico de órgãos. Por consequência, um número crescente de famílias se tornam vítimas de tais ações e encontram poucos dispositivos públicos que as auxiliem em suas buscas ou que atuem ativamente no combate e prevenção.
Em segundo ponto, informação é a base para organização e planejamento. Assim sendo, uma associação entre diversas bases de dados públicos é necessária para dimensionar a problemática de desaparecimento de pessoas. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em média 8 pessoas desaparecem por hora no Brasil. Contudo, sem integração dos órgãos que recebem as informações de familiares a busca se torna mais difícil e demorada.
Desse modo, para que o Poder Público seja mais ativo e presente nos casos de desaparecimentos, é necessário que o Governo Federal em parceria com ONG’s desenvolva um sistema de coleta de dados no território brasileiro, associando os principais órgãos responsáveis por coletas de denúncias, documentando os dados em um sistema Nacional de informações sobre desaparecidos. A fim de que haja dados disponíveis e atualizados para utilização em prol das buscas.