Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 04/09/2020

No livro “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, é retratada a história de um grupo de jovens que, por conta da ausência e do desaparecimento dos pais, sobrevivem por meio da criminalidade. Tal narração, infelizmente, tem se tornado uma realidade cada vez mais comum no país, visto que diariamente milhares de pessoas desaparecem, gerando problemas para toda a sociedade. Esse fato é grave, pois é decorrente da inércia governamental, aliado com a falta de segurança pública nos estados da Federação.

Antes de tudo, é importante destacar que o sumiço de pessoas não é novo no país, porquanto desde a Ditadura Militar centenas de pessoas desapareceram, dentre elas podemos destacar Fernando Santa cruz, pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Diante disso, pode-se afirmar que a absurda e inaceitável inércia do governo para criar mecanismos a fim de se combater o desaparecimento e dar uma resposta as famílias a respeito de seus desaparecidos é um agravante para a problemática. Isso pode ser evidenciado pelos dados divulgados, em 2019, pelo jornal Agência Brasil, o qual afirma que mais de 82 mil pessoas desapareceram somente em 2018.

Outrossim, a falta de segurança pública é outro agravante para a continuação desse terrível mal, uma vez que os sequestradores não se sentem intimidados para realizarem seus crimes. Isso pode ser facilmente comprovado pela informação divulgada pelo jornal G1, o qual afirma que uma pessoa some a cada dois dias no Rio de Janeiro vítima da milícia.

Diante do exposto, o Governo Federal deve investir para garantir a proteção de seus cidadãos, por meio da criação de órgãos especializados em resolução de casos de sumiços para assim atenuar os índices de desaparecidos. Além disso, deve aumentar a segurança nas ruas, realizando mais concursos e contratando mais agentes, por exemplo, a fim de oferecer uma vida segura para a população e permitir que histórias como a de Jorge Amado sejam apenas ficção e não mais realidade.