Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 10/09/2020

A ditadura militar brasileira, fez com que milhares de famílias fossem separadas, pois muitos entes queridos sumiram e não foram encontrados novamente, consequência da perseguição política. Cerca de 434 pessoas foram mortas ou desapareceram nesse período de acordo com os números oficiais, mas estudos comprovam que esses dados não condizem com a realidade vivida naquela época. Contudo, nos dias atuais, o aumento de desaparecidos no Brasil tem como principal agente a falta de políticas públicas que ampliem a busca por essas pessoas.

O administrador Jonis Gonçalves, 45 anos, se lembra da última vez que viu sua mãe, a dona de casa Sueli de Oliveira, que desapareceu desde o dia 30 de janeiro de 2016, drama vivido por diversas famílias brasileiras. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública fez uma pesquisa e os resultados foram surpreendentes, cerca de oito pessoas desaparecem por hora no território brasileiro.

Quando se fala do desaparecimento de crianças e adolescentes, a estatística oficial aponta para 40 mil casos por ano. Entre as causas estão: tráfico, realizado por diversas organizações mafiosas, para o trabalho escravo, para a venda de órgãos e principalmente para a prostituição e adoção ilegal. Um caso que marcou a cidade de São Paulo, foi de uma garota chamada Stephany Souza, 6 anos, ela foi brincar na casa de uma vizinha e nunca mais foi vista, segundo testemunhas a menina foi levada por uma mulher loira, que nunca mais foi vista.

Portanto, a ampliação de políticas públicas na busca por desaparecidos, deve englobar os Ministérios da Saúde, Segurança e da Justiça, a fim de organizar e promover campanhas que acabem com a ignorância por parte da sociedade em reconhecer a urgência desse problema. Paralelamente a isso, as plataformas digitais devem criar aplicativos que auxiliem as famílias tanto nas denúncias quanto promovendo um possível reencontro.