Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 05/10/2020
É notável o quanto alguém pode sofrer ao se dar conta de que um membro de sua família está desaparecido e Marlin, um peixe palhaço, ao saber que seu filho, Nemo, havia desaparecido, esteve nesta mesma situação. De fato, imaginar onde que está pessoa possa estar e refletir em formas de encontrar o ente da família pode vir a ser algo estressante e angustiante, ainda mais quando é preciso recorrer ás políticas públicas para a busca dessas pessoas. Por isso, esses desaparecimentos, de diversas faixas etárias, e os meios de buscas alternativas para encontrar os parentes desaparecidos são de suma importância para obter resultados numa ampliação dessas políticas públicas que sejam eficientes.
O desaparecimento pode ocorrer de três formas: voluntário, fuga do lar devido a desentendimentos familiares; involuntário, afastamento causado por um acidente ou desastres ambientais ou forçado, sequestros para tráfico de pessoas ou regimes autoritários. Esta última definição é a que mais deixa os familiares ansiosos, pois não é possível saber a forma que esta pessoa desapareceu, a não ser que esta já havia deixado claro a sua intenção. De acordo com o Ministério Público do Estado, em 2018 no estado de São Paulo, foram registrados 24.368 desaparecidos, entre eles 215 eram crianças de 0 a 7 anos e 1.035 estavam entre 8 a 12 anos, desses dados é possível perceber que de forma alguma crianças de 0 a 12 desapareceria por vontade própria, justificando o intenso desespero dos parentes e familiares em relação ao tráfico de órgãos, a escravidão moderna e pedofilia.
Já se tratando dos meios de se encontrar alguém desaparecido, as famílias optam por várias alternativas como imagens de pessoas desaparecidas no verso dos recibos de pedágios, que já noticiaram cerca de 180 crianças desaparecidas e Mães da Sé, um outro exemplo que se trata de uma instituição que ajuda na busca por entes de famílias desaparecidos. Tais formas são recorrentes e trazem eficiências não só em encontrar os desaparecidos, mas acabam tendo apoio psicológico, já que muitos desses familiares se encontram com outras pessoas pessoas que possuem uma história similar.
Portanto, em decorrência do auto número de desaparecidos, as formas do desaparecimento e a intensa busca por políticas públicas, a Polícia Federal em parceria com as famílias e ONGs ou instituições, devem promover mais divulgações de fotos antiga e “atuais”, fotos das pessoas desaparecidas editadas para se parecerem como elas estariam nos dias de hoje, em locais onde a pessoa desapareceu e cidades próximas para que um maior número de pessoas possam entrar em contato. Ademias, o governo necessita incentivar a busca de famílias por psicólogos, visando dar ainda mais apoio emocional para os parentes lidarem com essa problemática.