Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 05/10/2020

No Brasil, há um grande desconhecimento do paradeiro de desaparecidos, fato consequente, sobretudo, da inoperância governamental em ampliar políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas e da ignorância por parte da sociedade em reconhecer a urgência desse fenômeno social.

O número de pessoas desaparecidas cresce devido à ignorância estatal, a qual impede a legitimação desse problema. Segundo dados da Rede Brasil, a cada oito horas, 190 pessoas desaparecem no país, sendo oitenta por cento desses desaparecidos mulheres, a maioria pobres. Nesse contexto, nota-se o descaso do Poder Público, que se deve ao fato de que a maioria desses indivíduos é negra e pobre, justamente os mais vulneráveis.

Tanto o Governo quanto a Mídia se retratam, em questão de problemas sociais de maneira seletiva, vista a certeza de que a comoção não atinge de forma igual homens e mulheres, brancos e negros e e ricos e pobres. Além disso, a cultura brasileira, na qual exagera em determinados assuntos que são persistentemente pautados, faz com que fatos importantes como esse sejam ignorados.

O Brasil já dispõe de um cadastro de pessoas desaparecidas, inicialmente destinado a crianças e adolescentes (Lei 12.127/09). Coordenado pelo Ministério da Justiça, hoje também inclui adultos. Para que haja uma ampliação das políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no país, as Secretarias de Segurança estaduais devem ofertar centros especializados sobre desaparecimento, por meio da criação de delegacias e centros de inteligência preparados para esse problema. Contudo, tornando o Brasil um país mais justo e seguro para todos.