Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 11/12/2020

Na Ditadura Militar, em 1964, muitas pessoas desapareceram, decorrente dos Atos Institucionais (AI), que perseguiram e capturaram “opositores”. Logo, muitos corpos não foram encontrados até hoje, mostrando o descaso do Estado em relação à população. Levando em conta o tráfico humano e o desaparecimento de crianças e jovens diariamente, discute-se portanto, a ampliação de políticas públicas  na busca por pessoas desaparecidas.

Primeiramente, é mistr ressaltar um tema não muito propagado, o tráfico humano. A novela “Salve Jorge”, da Rede Globo, mostra claramente mulheres brasileiras que são levadas para outros países para serem escravas sexuais. De acordo com o G1, uma das personagens principais, Morena, foi inspirada na história real de uma mulher traficada para Israel. Ana Lúcia Furtado afirmou em uma entrevista que “não desconfiou de nada, pois tudo parecia muito real”, e aí entra o papel do Estado, não só na criação, mas na execução de leis que atentem para o desaparecimento de pessoas e contra o crime organizado, facilitado pela Globalização, através da integração pela tecnologia, que como afirma Hans Jonas, “trouxe poderes imensuráveis de utilização, mas ta,bém sérias consequências”.

Outrossim, no filme “Procurando Nemo”, Nemo é capturado indo para seu primeiro dia de aula. A animação é realista, podendo-se fazer uma analogia ebtre a atual dituação de muitas crianças. Como apontam os dados do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID) em 2016, a cada 10 pessoas desaparecidas no Estado de São Paulo, 4 eram crianças ou adolescentes. As causas são diversas: exploração sexual, trabalho forçado e venda de órgãos. É imprescindível salientar o papel da mídia nessa discussão, divulgando e propagando, como fez a banda Soul Asylum em uma de suas canções, colocando fotos de pessoas desaparecidas no clipe, tendo alta repercussão e resultado eficiente, encontrando algumas pessoas nos Estados Unidos.

Fica evidente, portanto, que é fundamental a ampliação de políticas públicas na busca de pessoas desaparecidas. O Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, deve, não spo reformular, mas aplicar as leis, com o apoio da mídia como difusora do conhecimento e da informação, divulgando dados, notícias, fotos, e junto com o Poder Público, em Instituições de Ensino e setores públicos, educar e orientar a população sobre os riscos das redes sociais, na tentativa de não só solucionar os desaparecimentos, mas prevenir antes que aconteçam.