Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 05/10/2020
Zuzu Angel, artista brasileira, enfrentou, no período militar, o drama de muitos indivíduos nos dias atuais: o desaparecimento de entes queridos. Na época, seu filho ficou desaparecido até que fosse provada a morte pela ação de ditadores. Contudo, hoje, há um grande desconhecimento do paradeiro de desaparecidos no Brasil. Tal fato é fruto, sobretudo, da inoperância governamental em ampliar políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas e da ignorância por parte da sociedade em reconhecer a urgência desse fenômeno social.
A priori, no contexto vigente, pode-se analisar a problemática no que tange ao âmbito social, em que esse entrave tem gênese histórica e cultural. Nessa perspectiva, é relevante elencar que, por falta de medidas públicas, o Brasil possui diversas Organizações Não Governamentais (ONGs) empenhadas na procura das pessoas desaparecidas no país. Com isso, mesmo com essas organizações, o número de pessoas que são encontradas ainda é muito baixo, não chegando a 20%,consoante o jornal “O Globo”, mostrando, assim, a necessidade de um amparo público no tocante a esse problema.
A posteriori, frente a essa problemática, tem-se uma série de consequências deletérias que afetam diretamente no desenvolvimento das buscas de pessoas desaparecidas. Nesse viés, é pertinente ressaltar que, segundo levantamentos feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança pública, somente ano passado ,o número de desaparecidos chegou aproximadamente a 25 mil pessoas. Com base no referido entrecho, é notório que, quanto menor for a participação do Estado na busca por esses cidadão desaparecidos, menor será a possibilidade desses indivíduos serem encontrados, dando um alívio a suas famílias. Em uma análise weberiana, nota-se, por inferência, a ação social no sentido de abordar esse problema e resolvê-lo, pois, do contrário, o mesmo permanecerá em seu estado inercial, de acordo com Primeira Lei de Newton.