Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 23/11/2020
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 82 mil pessoas estavam desaparecidas em 2018. Embora seja um problema grave e urgente, não recebe a atenção necessária do poder público. A sociedade é leiga sobre o assunto e as famílias ficam desamparadas. É necessário identificar corretamente o panorama, a fim de encontrar soluções.
Em primeira análise, considera-se que existem diversos tipos e destinos em relação aos desaparecimentos. O voluntário inclui cidadãos que, normalmente em razão de conflitos familiares, fogem de seus lares; já o involuntário diz respeito a acidentes ou incidentes. Entretanto, o forçado é o mais preocupante e retratado na mídia. Pedofilia, prostituição e venda clandestina de órgãos podem ser os objetivos finais dessa modalidade. Então, vê-se que, é preciso que a população seja informada das situações possíveis, a fim de fazer um melhor registro e contribuir com as buscas.
Em segunda análise, observam-se as famílias dos desaparecidos. Evidencia-se a falta de transparência do governo em divulgar dados oficiais e a falta de comunicação entre órgãos públicos, o que dificulta o cruzamento de dados. Além disso, não há muitas vezes um suporte dentro da própria comunidade e as famílias são abandonadas. Então, a privação econômica, os trâmites burocráticos e as situações de risco e estresse culminam em adoecimentos físicos e mentais, como a ansiedade e a depressão.
Em suma, percebe-se que é uma questão delicada, porém fundamental de ser tratada. É deve do Governo Federal, responsável pelo povo brasileiro, criar uma rede de suporte e divulgar mais informações sobre essa temática. Isso deve ser feito por meio da criação de comitês de familiares e funcionários públicos, além de um aperfeiçoamento na análise estatística e uma campanha midiática constante, a fim de conscientizar a sociedade e gerar um ambiente mais seguro para todos.