Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 22/10/2020
No Brasil, entre os anos de 1964 e 1985, era vigente a ditadura militar, período em que houve muitos desaparecimentos de pessoas vítimas da repressão. Apesar de o regime militar já acabado, ainda é recorrente caso de pessoas sumidas. Evidentemente, há falhas nas políticas públicas vigentes, tais como a falta de fiscalização e problemas nas relações familiares.
Em primeira análise, a falta fiscalização das migrações nos aeroportos e nas fronteiras do país torna o tráfico de civil mais fácil, como resultado, potencializa ainda mais o número dos faltosos. Conforme Luís Boudens, presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), em entrevista ao UOL, afirmou que o Brasil não tem uma política nacional que visa à proteção das fronteiras. Ele ainda acrescenta que um afrouxamento como esse na inspeção das divisas, pode não só fomentar o tráfico de pessoas, mas também de drogas e armas para dentro do país.
Em segunda análise, os problemas no ambiente familiar são um dos principais motivos para jovens saírem de suas casas, sem deixar nenhum tipo de rastro. Segundo a plataforma R7, entre os anos 2013 e 2016, o Estado de São Paulo notou que mais de 40% dos casos de desaparecimento são causados por conflitos familiares. Sobretudo, esse resultado é mais expressivo entre os adolescentes que sofrem por agressões físicas, dificuldades em ser aceito pela família por conta da orientação sexual, por exemplo.
Logo, é necessário, que o Governo Federal juntamente com Poder Legislativo vise à criação de leis e regulamentações, para intensificar a fiscalização nas fronteiras. Essa intensificação seria por meio da contratação de mais profissionais, com revezamento de turno de 8 em 8 horas, para realização de rondas e vistorias, 24 horas por dia, em carros e civis que atravessam a divisa do país. Ademais, cabe à família orientar e educar as crianças e adolescentes, por meio de diálogos e discussões em casa nos momentos oportunos. Essas conversas são importantes, pois são formas de prevenir os jovens de uma possível fuga.