Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 22/10/2020

A ditadura militar brasileira, que aconteceu durante os anos de 1964 e 1985 ficou marcada, entre outras coisas, pelos constantes casos de desaparecimentos das vítimas da repressão. Hoje, décadas após o término do regime, o drama dos desaparecidos continua assombrando a sociedade e as famílias dos envolvidos. A carência de políticas públicas na busca por desaparecidos e o uso de drogas associado à ausência de orientação nas escolas, contribui para o aumento no índice de procurados e pelo aparecimento de mortos sem identificação.

Em primeiro plano, urge analisar a escassez das políticas públicas na busca pelas pessoas. Segundo o pacifista americano, Martin Luther King, é errôneo servir-se de meios imorais para alcançar objetivos morais. Nesse contexto, a deficiência na segurança pública, está ligada ao crescimento do número de desaparecidos, já que, a falta de fiscalização e infraestrutura contribuem para o surgimento de sequestros, principalmente entre mulheres e adolescentes, segundo o jornal da TV Cultura em 2018. Além disso, a falta de fiscalização nas fronteiras favorecem ainda mais o problema, já que se torna mais simples o tráfico de pessoas.

Em segundo lugar, torna - se míster destacar o uso de drogas. Conforme o ativista Nelson Mandela, a  educação é o grande motor para o desenvolvimento pessoal. Ou seja, a escola é essencial para a formação do caráter individual. Entretanto, o setor educacional não oferece instruções contra o uso de drogas aos adolescentes brasileiros, o que, ainda segundo o jornal da TV Cultura, ajuda a aumentar os índices de desaparecidos por conta do vício, contribuindo para a desorganização do Estado na busca por procurados, promovendo o aparecimento de mais mortos sem identificação.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o empecilho. Para isso,  o Estado, em parceria com o setor de segurança de cada município, deve aumentar a circulação de guardas municipais, a fim de ter mais fiscalização nas ruas. Ademais, a implantação de sistemas de vigilância com suporte tecnológico, como câmeras em vias públicas, ajudará no maior controle das ocorrências. Além disso, o Ministério da Educação, deve promover palestras e propagandas em escolas e nos veículos de comunicação, com ajuda de psicólogos, abordando as contraindicações do uso de drogas, e sua influência nos desaparecimentos, para promover maior conscientização. Assim, o conjunto dessas ações governamentais contribuirão para a inibição dos casos e a problemática não será mais um atalho para a evolução da sociedade brasileira.