Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 23/10/2020

Em março de 2019, foi aprovada a lei Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, responsável pelo estímulo investigativo em situações de paradeiros. Entretanto, apesar do avanço no sistema de segurança social brasileiro, ainda há uma carência de pesquisas e discussões que abordam a temática do desaparecimento. Além disso, a perpetuação de comportamentos preconceituosos, sobretudo por parte das famílias, é considerada como uma das principais razões dos sumiços no país.        A princípio, o fenômeno do desaparecimento de indivíduos, especialmente crianças e adolescentes, abarca questões sociais graves - as quais devem ser analisadas com cautela pelo Estado. Nesse contexto, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, há dois anos, foram registrados mais de 82 mil casos de desaparições, logo, considera-se o Brasil um país com alto índice de pessoas sumidas. Dessa forma, embora o poder estatal tenha apresentado políticas para amenizar o infortúnio, ainda existem falhas governamentais que contribuem para a persistência dos eventos. Sob essa ótica, a escassez de profissionais da saúde pública, os quais ofereçam acompanhamento psicológico às pessoas desestabilizadas, ratifica o problema em questão.

Ademais, o preconceito enraizado na população brasileira corrobora para ineficácia das políticas públicas instauradas no combate às crescentes desaparições. Assim, uma vez que a intolerância torna o ambiente desagradável, juntamente com a carência de um aliado como suporte na saúde, o cidadão opta pelo escape domiciliar.

Portanto, medidas são necessárias para coibir esse obstáculo. Desse modo, é de extrema importância a ampliação das políticas para minimizar os riscos que rondam a vulnerabilidade e promover condições adequadas para o bem estar da população. Outrossim, é fundamental que o Ministério da Saúde promova um aumento de profissionais, com intuito de combater a ampliação dos desaparecimentos no país.