Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 22/10/2020

No ano de 2019, cerca de 80 mil pessoas desapareceram no Brasil, a inexatidão do dado advém do descaso do poder público em formalizar as estatísticas de desaparecimentos através da secretaria de segurança pública. A ampliação das políticas publicas consiste na maior disponibilização de recursos para a procura de desaparecidos. Constata-se que não há boa infraestrutura para bancos de dados de carácter nacional atualizado, delegacias especializadas em todo o país, ou até um trabalho de prevenção ao assunto, o que comprova a atitude do governo brasileiro, acentuando a dificuldade na busca por desaparecidos.

Segundo o link desaparecidos.mj.gov.br, no qual encontra-se o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, que  deveria vigorar com todas as informações possíveis dos desaparecidos do país inteiro, para auxiliar e servir de apoio na busca, encontra-se em grande precariedade de informações. A Secretaria de Segurança pública não disponibiliza dados de carácter atual e nem fornece apoio aos familiares, seja por meio de trabalhos psicológicos, ou até da prevenção nas escolas.

De acordo com o site Rede Brasil Atual, no estado de São Paulo, estado mais desenvolvido do país, há uma única delegacia de pessoas desaparecidas, vinculada à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que se localiza na capital do estado, com o intuito de atendê-lo por completo. Na carência da DHPP, qualquer delegacia se torna responsável por reportar o boletim de ocorrência ao órgão responsável. Deveriam haver muito mais unidades da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa por todo país.

Levando em consideração os aspectos expostos anteriormente, o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas deveria ser reformulado e atualizado pela Secretaria de Segurança pública, através de um novo site que exija menos Internet, pensando nas grandes periferias e na democratização do acesso à internet, para que possa haver um banco de dados com informações de apoio às famílias e Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, que deveriam ser instauradas ao menos nas regiões metropolitanas do país, pelo poder executivo, para que assim, as buscas sejam realizadas de forma mais prática e eficiente.