Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 22/10/2020

O desaparecimento de pessoas é e sempre foi um problema, não só familiar, mas também social, pois cada vez mais os casos vem aumentando pouco a pouco, tendo em vista que em 2016 foram registrados 71 mil casos, enquanto após 2018 os números ficam entre 80 mil e 83 mil casos por ano.

Um dos grandes motivos desses grandes números é a burocracia que as famílias enfrentam, uma vez que não gera apenas um trauma emocional mas também financeiro. Muitas vezes esses casos acabam caindo no esquecimento, sendo tratados apenas como números e não pessoas. Além disso, cada instituição tem uma ferramenta diferente para a busca, o que muitas vezes ao invés de ajudar acaba atrapalhando mais. Infelizmente milhares de famílias passam por esses problemas até os hoje e não são atendidas da forma correta, o que acaba piorando cada vez mais a situação.

Atualmente grande parcela dos desaparecidos são adolescentes entre 15 e 18 anos, que muitas vezes fogem de casas por motivos de conflitos familiares, como agressão, abuso, exploração, transtornos mentais, uso de drogas e até mesmo rejeição da opção sexual, que afeta principalmente as meninas, na qual muitas vezes são expulsas da própria casa.

Por conta de todos esses problemas e causas, o número de desaparecidos continua muito grande, tendo em vista que no ano de 2007 43 mil pessoas desapareceram e no ano de 2018 82 mil casos foram registrados, sendo quase o dobro de 10 anos antes.

Para que essa situação seja erradicada ou apenas minimizada é necessário um apoio principalmente das instituições de busca, para que tratem de forma única cada caso. Também seria adequado um apoio da sociedade, já que muitas das vezes os familiares publicam em redes sociais os anúncios de procura.