Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 23/10/2020
Oito pessoas desaparecem, por hora, no Brasil. De 2007 a 2016, foram 693.076 registros de pessoas desaparecidas. Em média, 190 pessoas desapareceram por dia neste período, oito por hora.
Já 2017 terminou com cerca 82.684 boletins de ocorrência registrando o desaparecimento de pessoas, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Quando falamos em desaparecimento de crianças e adolescentes, a estatística oficial aponta para 40 mil casos por ano. As maiores causas são o tráfico, feito por quadrilhas, para venda de órgãos, trabalho escravo, prostituição ou adoção ilegal.
Os desaparecimentos são classificados de três formas: voluntário (fuga do lar devido a desentendimentos familiares, violência doméstica ou outras formas de abuso dentro de casa), involuntário (afastamento do cotidiano por um evento sobre o qual não se possui controle, como acidentes ou desastres naturais) e forçado (sequestros realizados por civis ou agentes de Estados autoritários). O desaparecimento forçado é o mais assustador para as famílias.
Infelizmente, o Brasil está bem atrasado em termos de políticas públicas para evitar que mais crianças desapareçam. Nem todos os estados disponibilizam dados sobre desaparecimentos com divisão por faixa etária e não existe um dado oficial sobre quantas crianças e adolescentes desaparecem por ano em todo o Brasil. Quase 1 mil famílias, têm algum parente que desapareceu e nunca mais foi encontrado, além de que quase 60% dessas vítimas são do sexo masculino.
Dados apontam, inclusive, que 33,63% das vítimas desaparecidas são crianças e adolescentes