Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 23/10/2020

No dia 16 de março de 2019, entrou em vigor a lei de número 13.812, que inaugurou a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, criando assim o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas com o intuito de reduzir o grande numero de casos dos últimos anos. Uma pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que no período entre 2007 e 2016 foram registrados 693.076 casos de desaparecidos, que da uma media de 190 por dia. Embora seja um grande avanço nas políticas públicas, ainda não é o suficiente para amenizar a situação. O ideal seria que se tomasse medidas para prevenir este tipo de acontecimento, oferecendo maior amparo social aos mais envolvidos, os jovens.

Primeiramente, se deve olhar para a grande quantidade de jovens desaparecidos. Tendo como referencia a cidade de São Paulo, pode se ter uma noção de como os números são alarmantes. De acordo com o MPSP ( Ministério Publico de São Paulo ) existe uma grande concentração de casos entre 12 e 20 anos, referente a 40% do total de desaparecidos. Por isso é importante que o Governo crie uma estratégia que possa cobrir principalmente essa faixa-etária.

Outro motivo que pode levar ao aumento de casos desaparecidos, é o comportamento preconceituoso, que infelizmente ainda esta presente na sociedade. Entre as mulheres desaparecidas no Brasil, a maior parte são jovens lésbicas, que muitas vezes enfrentam desafios com a aceitação na família. Fica claro que a homofobia é uma grande barreira que deve ser combatida por políticas públicas, uma vez que os indivíduos optam por fugir do que passarem por experiências de intolerância sexual.

Dessa forma, fica a cargo do governo federal a criação de medidas públicas. Devem buscar principalmente atingir aqueles que mais precisam, conseguindo assim diminuir consideravelmente os números de casos de pessoas desaparecidas no Brasil.