Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 22/10/2020

A artista brasileira Zuzu Angel, enfrentou, no período militar, o drama de muitos indivíduos: o desaparecimento de pessoas que amava. Na época, o filho dela ficou desaparecido até que fosse provada a morte por de ditadores. Com isso, há uma grande dificuldade de achar o paradeiro de desaparecidos no Brasil. Isso é culpa, da inoperância governamental sobre políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas e da ignorância da sociedade em reconhecer a urgência desse fenômeno social.

Em primeira análise, o número de pessoas desaparecidas cresce devido à letargia estatal, a qual impede a legitimação desse problema. Segundo dados da Rede Brasil, a cada oito horas, 190 pessoas desaparecem no país. Sendo que, oitenta por cento desses desaparecidos são mulheres. Assim, como afirmou a filósofa Djamila Ribeiro, tanto o Governo quanto a Mídia se retratam, em questão de problemas sociais, seletivamente, haja vista a certeza de que a comoção não atinge de forma igual homens e mulheres, brancos e negros e ricos e pobres.

Em segunda análise, a sociedade tupiniquim é ignorante sobre a urgência da questão das pessoas desparecidas no Brasil. Isso porque a repercussão do desaparecimento não atinge aqueles cujos entes não se encontram desaparecidos, o que configura ausência de alteridade pelos brasileiros. Além disso, a hiperbólica cultura brasileira contribui para essa ignorância, posto que se faz necessária a mentalidade aristotélica de bem comum.

Podemos concluir, que a ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas é insistida nos âmbitos político e social. Com isso, com o intuito de atenuar esse infeliz fato, o Ministério da Justiça, e o Google Play, deve adicionar às plataformas digitais a conscientização desse problema, mediante um aplicativo que contenha o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas. É também, as Secretarias de Segurança estaduais devem ofertar centros especializados sobre desaparecimento, por meio da criação de delegacias e centros de inteligência.