Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 26/10/2020
O período de regime militar, instituído no Brasil no ano de 1964, marcou um momento de grande repressão e censura, na qual o governo punia, de maneira severa, seus opositores, sequestrando-os e torturando-os. Hodiernamente, mediante a ciência das taxas crescentes de desaparecidos, o governo tomou medidas para tentar reduzir essa prática horrenda, todavia, a políticas públicas tem se mostrando ineficientes nesse âmbito. Nesse sentido, a ineficiência e negligencia dos órgãos de busca, em conjunto com o pouco apoio midiático e populacional, contribuem para o agravamento dos números de desaparecidos no território nacional.
Em princípio, a Constituição do Brasil garante segurança, proteção e assistência a todos os brasileiros, entretanto, a inabilidade e a displicência dos órgãos governamentais de busca impedem a conclusão desse direito. Sob esse prisma, mesmo com o amparo de emendas governamentais, é visível a incapacidade dos órgãos de segurança pública em garantir a todos os indivíduos uma segurança de qualidade. Ademais, a falta de um sistema de informação aquedado afeta ainda mais a agilidade do processo de busca, o que faz com que vários casos em aberto perdurem por anos sem resolução e, por sua vez, amplia ainda mais as dificuldades em garantir a resolução dos casos de desaparecidos.
Outrossim, o baixo engajamento midiático nesses casos, em sinergia com a falta de campanhas e engajamento popular, contribuem para o agravamento dos casos de desaparecidos. Desse modo, a omissão dos fatos pela mídia funciona como um desserviço para população, uma vez que ao não noticiar de forma integra impede com que os indivíduos se alarmem com a situação ou até mesmo ajudem com relatos e depoimentos. Então, seguindo o preceito imposto por Newton, dá-se a necessidade de que uma forma aja sobre a população brasileira, deixando-os cientes dos fatos ocorridos, param assim combater a causa.
Destarte, é essencial buscar por caminhos para combater a ampliação das taxas de desaparecidos no Brasil. Logo, é primordial que Governo, através do MEC e por meio da verba pública, implemente nas centrais de polícia cursos de especialização e crie um sistema de banco de dados voltados para capitação de informação, usando de algoritmos tecnológicos para implementar as buscas e, assim, deixar esses profissionais qualificados e aptos a cumprirem, de forma integra, o seu trabalho; também deve ser criado, em apoio com a Mídia, campanhas midiáticas e informativas, a fim de conscientizar toda a população sobre a situação alarmante. Ambas medidas devem ser intuídas com o intuito de combater a taxas crescentes de desaparecidos e, então, atenuar a situação. Agir assim fara com que a sociedade atual siga em frente, em divergência aos princípios do regime militar de 64.