Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 08/11/2020

Uma Política Pública Atualizada

A série de língua inglesa “The Leftovers” retrata uma realidade onde milhões de pessoas desaparecem sem explicação. Infelizmente, o drama de milhares de amigos, parentes e cônjuges e suas buscas por “comos” e porques está longe de ser uma ficção, em um país onde o poder público faz aquém do que deveria.

Todos os anos, no Brasil, cerca de 82 mil pessoas são registradas como desaparecidas, número que equivale a população de uma cidade pequena e que se torna ainda mais assustador ao pensar que existem algumas não registradas. Ainda assim, o Estado se limita basicamente a investigação, processo que muitas vezes não gera os resultados esperados. Além disso, é lento, e cada minuto conta nesses casos.

Outros métodos de busca como a campanha realizada pelas pessoas próximas dos desaparecidos e os cartazes distribuídos com fotos dos mesmos, são mais rápidos e contagiosos. Somado a isso, tornaram-se ainda mais baratos e eficazes na era digital, afinal, o conjunto das informações individuais de milhões é maior que qualquer banco de dados policial. Entrando, a máquina pública insiste em não dar devida atenção às redes sociais e seu poder de levar e trazer dados.

Dada a conjuntura, e considerando que muitos não possuem acesso a internet, nem o conhecimento para a usar para de tal forma, deve-se atualizar as políticas públicas de forma a utilizar os meios digitais como ferramentas efetivas na busca de indivíduos, criando órgãos para isto e os oferecendo o investimento adequado.