Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 11/11/2020
Em escala mundial, é o Comitê Internacional da Cruz Vermelha que se responsabiliza por dar orientação e apoio aos entes dos desaparecidos. Contudo, apesar da existência do órgão citado, os recursos jornalísticos, em geral, divulgam que, em média, mais de 440 pessoas desaparecem diariamente e, nem metade, são encontradas. Dessa maneira, observa-se a necessidade do país ampliar as políticas públicas voltadas a esse assunto, visto que tanto ele quanto o corpo social enfrentam os desdobramentos da problemática exposta.
Em primeira análise, comumente, são divulgados os números de desaparecidos no meio de comunicação, como o SBT e a Globo, porém não é fornecido, aos brasileiros, o desfecho de tais histórias. Frente isso, a população deixa de convocar a polícia, já que ela não é comunicada sobre as ações do Estado perante as pessoas desaparecidas. Com isso, sem um controle numérico, o país se distância de um possível diagnóstico do problema. Isso porque as ocorrências servem como base para pesquisas feitas, por exemplo, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, as quais permitem que os órgãos policiais compilem dados importantes, dentre eles, identidade, ciclo de relacionamento e local de trabalho das pessoas desaparecidas. Diante disso, nota-se a importância da comunicação efetiva, entre o Estado e a população, para a resolução da adversidade abordada.
Em segunda análise, o aumento de pessoas submetidas a trabalhos análogos a escravidão é um outro grave efeito da falta de proatividade do Brasil perante a conjuntura, até então, apresentada. A justificativa dos fatos supracitados baseia-se nas notícias divulgadas no Jornal da Globo (G1), as quais, não raro, relacionam o desaparecimento de jovens e adultos ao trabalho escravo em países, como Coreia do Norte e Índia. Assim, é perceptível que a não atuação do Governo implica na submissão de milhares de brasileiros à condições, muitas vezes, insalubres e desumanas, fato esse que contrasta com o direito à vida e à segurança, garantidos pela Constituição de 1988.
Enfim, vê-se que o cenário esmiuçado urge por mudanças. Desse modo, a fim de ter um controle mais realista sobre o número de pessoas desaparecidas, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos deve criar, por meio de verbas governamentais, um canal no SBT e na Globo destinado ao processo investigativo de pessoas desaparecidas. Para isso, uma equipe de policiais será convocada para dissertar sobre o processo investigativo das pessoas que ainda não foram encontradas. Como resultado, ao dar uma satisfação à população, o Brasil apresentaram dados mais compatíveis com a realidade vigente no corpo social e, por sua vez, poderá agir de forma a mitigar o desdobramento desse problema: o índice de indivíduos submetidos a trabalhos análogos a escravidão.