Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 14/11/2020
O corpo humano é constituído por uma diversidade de células que trabalham de forma cooperativa a fim de manter o indivíduo em perfeito estado e isento de problemas. Outrossim, a sociedade funcionaria nessa mecânica, na qual as pessoas se unem para formar um corpo social e mobilizam pelo bem-estar de todos. Contudo, isso não acontece na prática, dado que o desaparecimento de pessoas ainda é um problema marcante na realidade brasileira. Nesse viés, pode-se afirmar que a ineficácia dos mecanismos de investigação e a fuga familiar agravam a situação.
Em primeiro lugar, é importante ponderar que o descomprometimento estatal se reflete diretamente no baixo desempenho dos setores de buscas de desaparecidos. Segundo o Fórum de Segurança Pública, são registrados a cada ano mais de 82 mil casos de pessoas em status de localização desconhecida. Nessa perspectiva, a ineficiência dos sites de inspeção e a ausência de uma legislação que cuida exclusivamente desses registros dificultam não apenas a contenção dessas ocorrências, como também o reconhecimento das pessoas que já foram encontradas. Desse modo, faz-se obrigatória a mudança na postura governamental frente a esse impasse.
Ademais, é imprescindível salientar o abandono de lar como contribuidor do empecilho. De acordo com um infográfico liberado pelo G1, entre os perfis de desaparecidos, os jovens na faixa etária de 12 a 17 anos representam 27% do total de casos, sendo motivados a saírem de casa principalmente pela rejeição à orientação sexual. Partindo dessa premissa, os desentendimentos familiares e a não aceitação de comportamentos incentivam o grupo infantojuvenil a fugirem de casa sem oferecer nenhuma informação aos seus parentes e a permanecerem no status de desaparecido por anos. Nessa lógica, é preciso desenvolver a aceitabilidade e tolerância das pessoas as diversidades de atitudes e pensamentos para impedir a evasão domiciliar.
Portanto, diante dos fatos supracitados, providências são necessárias a fim de reverter o impacto da problemática no cenário brasileiro. Sendo assim, comprometido no propósito de mitigar o impasse, faz-se mister que o Poder Público encaminhe capital que, por intermédio do Ministério da Segurança, será convertido na elaboração de um estatuto de investigação de pessoas desaparecidas, através de uma conferência, que integre os sites onlines de registros e também amplie as operações de rastreio até o fechamento dos casos. Nesse sentido, o índice de indivíduos em situação de paradeiro desconhecido será atenuado e a sociedade estará mais integrada e coesa tal como um corpo humano.