Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 28/11/2020

A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema judiciário brasileiro, assegura a segurança como direito inerente a todos. Entretanto, torna-se válido perceber que esse direito não é colocado em prática no país, isto se deve pois, de acordo com o Ministério Público Federal, no Brasil há cerca de oitenta mil desaparecidos por ano sendo a maioria se deve por questões voluntárias, na qual o indivíduo foge de casa, ou por sequestros, máfias e tráfico. Dessa forma, percebe-se que as causas para os altos índices de desaparecidos são as relações familiares deterioradas e a árdua e desfavorável ação policial nessa questão.

Diante desse cenário, é imprescindível relacionar os problemas nas relações familiares com os pensamentos do filósofo Zygmunt Bauman, o qual acredita que as relações são superficiais, por não haver contato direto e diálogo constante, ou seja, em momentos de desavenças entre familiares por questões como sexualidade e gênero é possível que haja a expulsão do lar por falta de aceitação as diferenças. Dessa maneira, é possível perceber a falta de valor com os convívios sociais entre familiares, criando um ambiente propício para o desaparecimento voluntário do indivíduo, assim como o desinteresse familiar na busca por ele.

Seguindo essa premissa, torna-se necessário ressaltar o trabalho policial que é prejudicado por conta de protocolos ineficientes, como as mínimas quarenta e oito horas necessárias para relatar um caso de desaparecimento. Ademais, não apenas os desaparecidos são prejudicados pela retardada resposta policial, como a sociedade em si fica refém da possibilidade.

Portanto, medidas são necessárias para retrair os altos índices de desaparecidos no Brasil. Por isso, o Ministério da Família deve em conjunto do Ministério da Educação promover nas escolas públicas e privadas aulas que possibilitem uma melhor relação entre familiares. Essa ação deve ocorrer por meio de classes lecionadas por professores capacitados que ensinem aos alunos a terem a melhor relação possível e que ocorra de maneira respeitosa. Assim, ocorrerá uma diminuição no número de casos de jovens desaparecidos voluntariamente. Além disso a organização policial federal deve debater sobre a eficácia de seus métodos para questões com desaparecidos.