Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 28/11/2020

O professor e sociólogo, Zygmunt Bauman, afirmava que: “Nós somos responsáveis pelo outro, desejando ou não, e tudo o que as pessoas fazem ou se privam de fazer acaba afetando nossas vidas”. Sob essa ótica, é possível afirmar que o que o poder público afeta, constantemente, na mudança de rumo da população; nessa conjuntura, destaca-se a busca por pessoas constatadas como desaparecidas no Brasil. Nesse sentido, a falta de políticas públicas eficazes para procura de desaparecidos acarreta uma baixa taxa de encontro dos indivíduos e uma insegurança na população. Assim sendo, o Estado deve ampliar as medidas necessárias para assegurar uma taxa maior de resolução dos casos.

A partir dessa perspectiva, tem-se que, de acordo com Zygmunt Bauman, todas as nossas ações, ou falta delas, impactam na vida de outro indivíduo. Desse modo, pode-se concluir que, apesar do Brasil ter uma política de busca de desaparecidos, ela não é eficaz. Nesse contexto, o Estado deve, seguindo a filosofia de Bauman, impactar positivamente nesse tópico, aumentando a procura pelos desaparecidos na mesma intensidade, mesmo que já tenham se passado vários anos depois do ocorrido. Portanto, é de extrema importância que não ocorra uma negligência por parte do DHPP, órgão responsável pela investigação dos casos de desaparecimento, com a sociedade.

Por conseguinte, a taxa de indivíduos que não são encontrados é extremamente alta. Sob esse prisma, de acordo com o DHPP, mais de 80 mil pessoas são constatadas como desaparecidas por ano, a qual parte não é rastreada. Como resultado, as famílias, os amigos e os conhecidos dos indivíduos desaparecidos ficam desamparados, sem explicações e sem norte, apenas na esperança de encontrar a pessoa. Ademais, esse fator gera uma insegurança por parte da população, uma vez que os brasileiros reconhecem os riscos os quais estão expostos e podem, infelizmente, não serem encontrados pela polícia. Em vista disso, é necessária uma mudança nesse cenário, de forma a mitigar os danos gerados na sociedade.

Depreende-se, logo, que o Estado deve assegurar o máximo de resoluções de casos de desaparecimento possíveis. Para tanto, o DHPP- Departamento de Homicídios e de proteção à Pessoa- deve ter a sua verba aumentada para que possa ampliar e aumentar a intensidade das buscas e investigações. Ademais, ainda em conjunto com o DHPP, para contar com a ajuda da população, o Estado deve criar eventos periódicos e em áreas de alto alcance de forma a informar os cidadãos sobre os casos de desaparecimento- espalhando informações como nomes e a aparência física dos indivíduos. Por fim, o Estado estará, efetivamente, assegurando uma maior segurança à sociedade.