Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 28/11/2020

O filme “Procurando Nemo”, da Pixar, retrata o desespero de Marlin, um peixe palhaço, que explora as profundezas do oceano para encontrar seu filho perdido. Entretanto, fora da ficção, infelizmente, assim como Marlin, muitas famílias brasileiras buscam seus entes desaparecidos por anos, o que expõe a necessidade de ampliar as políticas públicas vigentes na atualidade. Além disso, o descaso dos governantes frente ao assunto e a falta de debates impulsionam o revés. Nesse sentido, faz-se necessário analisar a gravidade do problema, bem como a proposição de medidas para atenuar o impasse.

Em primeiro lugar, é preciso ressaltar sobre o quão preocupante são os dados sobre pessoas sumidas no país. A esse respeito, em uma notícia do site “Rádios EBC”, foi divulgado que, anualmente, são registrados cerca de 82 mil desaparecimentos no Brasil, o que configura um grave problema, o qual carece de mais atenção por parte da sociedade. Logo, urge a necessidade de campanhas de conscientização feitas pelo poder público, bem como a mobilização social para ajudar os familiares.

Em segundo lugar, é importante alterar a posição de inércia dos governantes diante de tal contexto. Acerca disso, John Locke, pensador iluminista, afirma que o povo, juntamente ao Estado, assinou um contrato, que estabeleceria a necessidade de garantir o bem-estar social. Sob essa ótica, nota-se uma atitude insuficiente do governo, ao não difundir prontamente os casos de desaparecimento no Brasil, o que configura uma quebra do contrato social de Locke.

Frente a todos os fatos supracitados é visível o descaso administrativo social face a questão. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação, por meio de uma parceria com as escolas, fazer campanhas informativas acerca das pessoas desaparecidas, com o intuito de divulgar os casos, para que, desse modo, a busca por informações das vítimas seja facilitada, assim como também facilite o reconhecimento delas. Ademais, é esperado uma atuação mais eficiente do Estado em divulgar as vítimas de uma forma mais rápida, e a criação de um órgão na polícia federal que trabalhe intensamente na procura. Desse modo, será possível, então, ampliar as políticas públicas vigentes, aliado a uma crescente melhora nos índices de indivíduos encontrados.