Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 28/11/2020
Durante a época da Ditadura Militar, aconteceram diversos casos de desaparecimento de vítimas da opressão, como sumiço do filho de Zuzu Angel, um artista brasileiro que resistiu ao período militar. No entanto, na atualidade o descaso com essa situação ainda perpetua na sociedade a nas famílias dos envolvidos naquela época. Tal fato pode ser explicado pela inoperância do Governo em ampliar políticas públicas e pela pouca representatividade sobre a problemática na mídia.
Em primeira análise, é válido relatar que mais de 200 mil pessoas desaparecem por ano no Brasil, conforme o dado fornecido pela Associação Brasileira de Busca e Defesa das Crianças Desaparecidas (ABCD). Nesse contexto, a falta de colaboração entre os órgãos responsáveis é um dos principais motivos para a complicação dos processos a serem resolvidos, o que se torna cada vez mais burocrático. Sendo assim, os fatos apresentados contribuem para o impedimento da legitimação desse problema.
Outrossim, outro ponto significativo é a má influencia midiática, o que contribui para o cenário de ignorância por parte da sociedade. Segundo o sociólogo francês Pierre Bourdieu, “aquilo que foi criado para se tornar instrumento de democracia direta não deve ser convertida em mecanismo de opressão simbólica”. Isto é, nota-se o papel exercido pela mídia, ao invés de oferecer debates importantes acerca da temática, apenas banaliza o problema, agravando ainda mais.
Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomas a fim de solucionar o tema abordado. Logo, o Ministério da Justiça em parceria com ONGs devem criar centros especializados em desaparecimento, com foco total em resolver esses processos. Os centros devem ser desenvolvidos por meio de verbas destinadas exclusivamente a isso. Para a melhor eficácia, devem promover a informação necessária buscando reverter a banalização e a falta de consciência da mídia sobre o desaparecimentos dos brasileiros.