Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 21/12/2020

A sociedade contemporânea, apesar de ter diversos fatores que promovem a qualidade de vida e as relações interpessoais, possui problemáticas pertinentes e de grande extensão como o caso do desaparecimento de pessoas. Assim, tal problemática é marcada pela prevalência desse tipo de casos no cotidiano, nos noticiários de TV e jornais, que muitas vezes estão relacionados com a criminalidade urbana e a presença de doenças mentais no índividuo.

Desse modo, a criminalidade urbana é um fator primordial em parte dos desaparecimentos ocorridos no país. Com isso, noticiários como o Cidade Alerta da rede Record apontam sequestros, homicídios e latrocínios, como exemplos de crimes frequentes que sujeitam o desaparecimento de pessoas e desencadeiam um longo processo burocrático de realizar boletim de ocorrência, atrair atenção de telejornais, além da necessidade da cooperação da população geral. Logo, salienta-se que o ato de estar desaparecido é preocupante, pois é uma incerteza sobre o que pode ter ocorrido com a pessoa, visto que é inevitável pensar no pior. Somado a isso, o país carece de um sistema específico para lidar com esses ocorridos, o que amplia o período em que a família fica sem respostas.

Além disso, outro fator importante é o estado de saúde mental da pessoa que desaparece. Dessa forma, não são incomuns os casos de pessoas que possuem depressão, esquizofrenia e lapsos de memória que desprende-se da plena consciência e sujeitam-se aos riscos da cidade. Todavia, não necessariamente ocasiona um fim trágico, mas existe a susceptibilidade às ruas, ao clima e ao desconhecido. Sendo assim, o caso famoso da Priscila Berfot, irmã do lutador Vitor Belfort, em que encontra-se desaparecida desde 2004 e até hoje não há respostas sobre seu paradeiro, mas que anos antes havia sido diagnosticada com depressão, evidenciando a importância desse fator de risco e a possibilidade de prevenção, pois é algo que requer uma atenção maior.

Portanto, é necessária a ampliação de políticas públicas que combatem os desaparecimentos de pessoas no país. Outrossim, o Governo Federal, possuindo poder máximo no Brasil, deve agir por meio de duas vias conjuntas: a primeira voltada na criação de uma rede de comunicação específica, na qual seja possível comunicar, por telefone ou pela internet, pessoas desaparecidas e pessoas que foram encontradas, realizando um elo entre essas duas partes, e por ser algo oficial do governo, aumenta-se a probabilidade de sucesso nas buscas, sendo uma ferramenta a mais no trabalho da polícia. Já a segunda, é necessária a criação de uma campanha de prevenção propagada por meio da mídia, direcionada a familías que possuam parentes com diagnósticos de doenças mentais, abordando as atenções que devem ser redobradas. Resulta-se assim, na diminuição dos desaparecimentos no país.