Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 05/01/2021
No filme ‘‘Procurando Nemo’’, é retratado a história de Marlin - peixe, pai de Nemo - que diante do sequestro de seu filho, embarca em uma busca a fim de resgatá-lo. Fora da ficção, a realidade no Brasil nao é diferente. Hodiernamente, muitas famílias embarcam na constante busca por entes desaparecidos. Sob esse viés, discutir sobre a ampliação de políticas públicas na busca por pessoas sumidas é muito importante. Uma vez que, a grande demanda e a fragilidade dos recursos disponíveis acentuam a problemática.
Em análise, é primordial salientar que os problemas de desaparecimento, por vezes, se apresentam de maneira complexa, pela amplitude das causas e a grande demanda de buscas e investigações. Em suma, o sumiço de uma pessoa pode estar associado a diversos crimes, como: estupro, latrocínio, tráfico de pessoas, entre outros. Em consequência disso, é expandido ainda mais a demanda para investigar e tentar solucionar tais fatos, isto porque, quão maiores as causas do surgimento de desaparecidos, maiores são os desafios para as autoridades e familiares buscarem justiça. Além disso, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, são registrados no Brasil 82 mil ocorrências de desaparecimentos todos os anos.
Ademais, outro impasse, também relacionado a grande demanda de buscas, é a fragilidade dos recursos voltados às pessoas desaparecidas. Segundo o Filósofo Inglês ‘‘John Locke’’, o Estado deve proteger seus cidadãos a qualquer custo e esforço. Portanto, é imprescindível que agentes externos, como a polícia, forças armadas e corpo de bombeiros, além de familiares e conhecidos, somem-se aos intuitos de mitigaçao da problemática, utilizando também, as redes sociais e redes de comunicações para um maior alcançe, a fim de potencializar os recursos. Em paralelo, o educador canadense ‘‘Marshall McLuhan’’ defende que ‘‘O surgimento de novas tecnologias enseja novas formas de pensamento e, por conseguinte, novas formas de organização social. Parafraseando McLuhan, utilizar-se de novas tecnologias é uma opcão que agrega possibilidades e inovações.
Dessa forma, ajustes são necessários para resolver os impasses. Logo, o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação (MEC), devem, respectivamente, promover maiores reservas financeiras aos órgãos de proteção e segurança pública, através da criação de delegacias especializadas em pessoas desaparecidas e espalha-las por todo o país, o que simplificará na complexibilidade das denuncias e espera de atendimento. Bem como, aplicar em todas as escolas, aulas com fins de incentivo, para que, em casos de sumiços, desde cedo, as pessoas saibam como agir. Espera-se que, como em ‘‘Procurando Nemo’’, o final também seja feliz na realidade do país.