Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 07/01/2021
No filme Procurando Nemo, é retratado o drama do personagem Marlin que sai numa busca incansável pelo mar aberto, na esperança de encontrar seu filhote Nemo. Fora da ficção, o drama das desaparecidas também é um sério problema presente no Brasil. Nesse viés, é preciso ampliar as políticas públicas para alterar essa situação, que possui como causas: a omissão estatal e a falta de debate.
Convém ressaltar, a princípio, que a ausência do Estado é um grande impasse para a resolução da problemática. Segundo o anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no ano de 2018 foram registrados mais de 80 mil desaparecimentos de pessoas. Tal dado evidencia um alto índice que somado à falta de estratégias por parte do governo no que tange ao processo de investigação colaboram para o cenário dramático de famílias que não obtém respostas dos seus casos de forma rápida.
Ademais, a falta de conhecimento é outro fator determinante para a persistência do problema. Nesse contexto, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o entendimento dela a respeito do mundo. Logo, se a sociedade não tem acesso a informação séria sobre a atual situação de desaparecimento dos cidadãos brasileiros, a visão deles será limitada e não engajarão na luta para ampliar as políticas públicas na resolução desse panorama.
Urge, portanto, que a Polícia Federal, por meio de parcerias público-privadas, crie delegacias especializadas com protocolos para disparar anúncios nas redes sociais ao receber boletins de desaparecimento. Com efeito, as buscas pelos desaparecidos teriam maior agilidade e visibilidade nacional. Assim, a realidade brasileira deixará de ser reflexo da obra cinematográfica Procurando Nemo.