Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 10/01/2021

Na série “Dark”, disponível no streaming “Netflix”, em vários episódios são retratados o desaparecimento dos seus personagens. Fora da ficção, esse cenário de sumiços de pessoas é uma problemática que se perpetua em todo território nacional e necessita, urgentemente, de ampliação nas políticas afirmativas para combater as suas causas. Isso se revela na falta de monitoramento das redes sociais ao público infantil, bem como no déficit em ação aos vícios em adultos.

A princípio, é lícito postular a superexposição de crianças à internet, com riscos em atrair possíveis sequestradores, como fator para o problema. Nesse âmbito, com o advento da Globalização, as crianças nascidas na “Geração Alpha” - conceito sociológico da primeira geração 100% digital-, os pais fazem uso das redes sociais para compartilhar os avanços e as rotinas dos infantes. Como por exemplo, a escola onde estudam, os lugares mais frequentados, e assim com todos esse dados, pessoas maldosas raptam e desaparecem com esses jovens, podendo se aproveitar dos corpos e dos órgãos deles. Dessa forma, faz-se urgente a ampliação de políticas afirmativas para combater o impasse.

Sob esse viés, cabe ressaltar o dificultoso plano de ações em medidas preventivas no desaparecimento de adultos. É notório que a negligência estatal no tratamento de vícios, pela falta de infraestrutura e de liberação de verbas para esse grupo vulnerável, somado a indisposição do afetado na busca de ajuda, acabam colaborando para o abandono familiar, e consequentemente, a fuga e o sumiço do indivíduo, que ao sair de casa vive uma vida cheia de perigo e suscetível à doenças. A exemplo disso, o quadro televisivo da Rede Bahia “Desaparecimentos” - que reúne familiares e amigos em busca de seus desaparecidos-, tendo como principal motivo, na maioria dos casos, o consumo excessivo de álcool e drogas ilícitas.

Em suma, medidas são necessárias para minimizar os desafios encontrados pelas pessoas desaparecidas. Portanto, urge ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) criar um aplicativo chamado “A criança sumiu”, que ao receber a informação de desaparecimento de alguma criança emitirá uma alerta para todas as delegacias e rádios da cidade - semelhante ao “Amber Alert -.Isso ocorrerá por meio de um bloqueio nas pistas ao redor onde a criança desapareceu, que só será liberada após acharem a criança, com o fito de encorajar a sociedade em prol das buscas e minimizar a dor da família. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde realizar o acompanhamento psicológico dos adultos vulneráveis à vícios, a fim de combater, preventivamente, possíveis fugas. Dessa maneira, situações retratadas em Dark não será mais uma realidade brasileira.