Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando uma pessoa se mobiliza com o problema da outra. No entanto, quando se observa políticas públicas nas buscas de desaparecidos, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista só é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver esse inercial impasse.

È importante ressaltar, em primeiro plano, que segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, há um desequilíbrio em condutas negligenciadas por políticos que não intensificam políticas públicas, o qual rompe essa harmonia, haja vista que quando eleitos não criam programas sociais de buscas por desaparecidos, e não fomentam a participação da televisão aberta para o reencontro familiar.

Outrossim, destaca-se a falta das escolas na ajuda dos desaparecidos como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada da exterioridade, coercitividade e generalidade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que com a coletividade de alunos compartilhando em redes sociais, dados de pessoas desaparecidas, contribui para amenizar os casos, potencializando o fato social de Émile Durkheim.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um Brasil melhor. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, em escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam a importância da união de estudantes pela causa dos desaparecidos, utilizando suas redes sociais e a atenção quando for eleger candidatos sem comprometimento com a sociedade, para que não se viva a realidade das sombras, vivida na alegoria da caverna de Platão.