Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 12/01/2021
Na série alemã “Dark”, o jovem Mikkel desaparece nos arredores da cidade de Winden, resultando na mobilização da população e da polícia local ao longo da trama. Fora da ficção, na realidade brasileira, ações de busca por pessoas desaparecidas não são igualmente efetivas, resultado da ineficiência governamental na elaboração de políticas públicas que integre os órgãos de investigação e da falta de amparo psicológico às famílias dos desaparecidos.
A princípio, é válido elucidar a pequena proporção de estudos encontrados acerca de tal problemática. A falta de dados mais estruturados dificulta uma análise mais profunda e, portanto, a proposição de políticas públicas contínuas e eficazes, tendo como sequela as estatísticas publicadas pelo portal de notícias G1, no qual 78% dos casos não são solucionados.
Ademais, evidencia-se a inabilidade de uma polícia humanizada e, por conseguinte, o falho assistencialismo psicológico às famílias das pessoas desaparecidas, o que induz os familiares a recorrerem às ONGs e associações, como o coletivo Mães da Sé. Segundo o filósofo John Locke, é dever do Estado proteger os seus cidadãos empregando medidas públicas, a fim de impedir possíveis contextos de anomia social.
Em suma, faz-se imprescindível o trabalho conjunto entre órgãos de segurança pública e centros de referência de assistência social (CRAS) no amparo às famílias através de acompanhamento psicológico, além da parceria com empresas de tecnologias na criação de softwares que permitam ampliar, além da coleta de dados precisos acerca dos desaparecimento, como também o alcance das buscas em um país com extensas dimensões territoriais, a fim de que ocorra a diminuição do altíssimo percentual de casos não resolvidos no Brasil.