Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 13/01/2021

A animação infantil “Procurando Nemo”, embora seja lúdica, retrata um sério problema presente na vida dos brasileiros fora da ficção: o desaparecimento de pessoas. Com efeito, o cenário se torna mais cruel quando os indivíduos protagonizam a história de Nemo pela falta de políticas públicas do Brasil. Todavia, para ampliar a presença do Poder Público, há de desconstruir a omissão estatal e a indiferença da sociedade.

Sob uma primeira análise, o enfrentamento do problema pelas autoridades carecem de agilidade. A exemplo disso, os EUA instituíram o Alerta Amber, capaz de disparar mensagens simultâneas para veículos midiáticos, que potencializa encontrar os desaparecidos, enquanto até 2019 o Brasil não havia sequer um cadastro de pessoas desaparecidas, evidenciando o despreparo policial. Nesse viés, enquanto a omissão do Estado for a regra, a ausência dos cidadãos na sociedade permanecerá.

De outra parte, há quem fique comovido com o sumiço de Nemo, mas são indiferentes aos casos reais. Nesse sentido, a UNICEF- órgão da ONU- defende que os principais motivos são o tráfico de órgãos, exploração sexual e trabalhos forçados. Ocorre que, a denúncia feita pelas Nações Unidas não tem sido capaz de sensibilizar a população brasileira, persistindo a falta de empatia. Nessa perspectiva, não há como construir uma sociedade livre, justa e solidária, sem o combate coletivo ao desaparecimento.

Portanto, o Brasil precisa, solucionar a cruel realidade de homens e mulheres que são subtraídos de suas famílias. Para isso, a Polícia Federal deve destinar maiores tratamentos aos casos, como a criação de delegacias especializadas e um alarme que denuncie em tempo real o desaparecimento. Essa iniciativa teria a finalidade de agilizar as buscas e dar a visibilidade aos casos, de sorte que a indiferença social será convertida em auxílio. Assim, em breve, a socidade deixará de ser protagonista da angústia de Nemo.