Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 14/01/2021

O longa-metragem de animação “Procurando Nemo” retrata uma história fictícia de um peixe que se perde do seu pai e acaba sendo capturado por um mergulhador e retirado de seu habitat.  Nesse sentido, a obra cinematográfica foca na tragetória do pai - Marlin - que inicia uma jornada de busca pelo filho por todo o oceano. Fora do filme, infelizmente a realidade enfrentada por Marlin é bastante frequente no cotidiano de algumas famílias brasileiras. Entretanto, devido ao pouco engajamento do Estado, que tende a negligenciar temas que necessitam de investimentos, e a omissão da mídia, há poucas informações sobre o assunto.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que o Estatuto da Criança e do Adolescente caracteriza esse grupo em questão como vunerável, portanto, é indispensável priorizar a segurança deles. Contudo, os Órgãos Governamentais optam por banalizar a temática a fim de evitar mais gastos financeiros ao invés de ajudar na busca de pessoas que por algum motivo estão desaparecidas. De acordo com a ativista Greta Thumberg, enquando a preocupação for o que é “politicamente possível” e não o que que precisa ser feito, não haverá esperança. Desse modo, os familiares são abandonados, principalmente após se passarem anos do desaparecimento.

Por conseguinte, a mídia, que está associada ao Governo, não possui postura crítica e expositiva a respeito da falha de manutenção, e na maioria do casos a falta de criação, dos programas de segurança. Nesse sentido, no Brasil existe o CNCA (Cadastro Nacional de Crianças Acolhidas) que supostamente deveria oferecer informações sobre o cenário atual de desaparecidos mas, o banco de dados desse sistema está desatualizado e corrompido, pois qualquer pessoa pode cadastrar uma ocorrência mesmo não sendo verídico. Consequentemente, essa situação gera processos mais burocrátidos que atrapalham o trabalho dos investigadores. Outrossim, vale destacar que segundo o Ministério da Justiça apenas o Paraná possui uma delegacia especializada em pessoas desaparecidas.

Logo, são necessárias ações Federais para amenizar o quadro atual. Dessa forma, para conscientizar a população a respeito do alto número de pessoas desaparecidas no Brasil, é dever da mídia, por intermédio dos meios televisivos, rádio e impressa - que ainda representam um grande modo de comunicação em massa - relatar informações e dados para toda a população. Ademais, urge que as Secretarias de Segurança Pública dos Estados criem uma delegacia de polícia semelhante a do Paraná, que seja especializada em casos de desaparecidos. Assim, o reencontro tão esperado de Nemo pelo pai poderá ocorrer também fora das telas de cinema.