Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 02/04/2021
Na série “Outlander”, a enfermeira militar Claire Randall, após a 2ª Grande Guerra, resolve viajar com seu marido Dr. Frank para Inverness, na Escócia, mas, pouco tempo depois, Claire some misteriosamente depois de um ritual nas pedras de Craigh Na Dun. Fora da ficção, assim como a enfermeira — apesar de não viajarem no tempo —, muitos brasileiros, por falta de políticas públicas, desaparecem sem deixar vestígios e nunca mais são encontrados. Nesse sentido, em razão de uma inoperância governamental e de uma educação deficitária, emerge um problema complexo, o qual precisa ser revertido.
Diante desse cenário, é importante salientar que a falta de controle operacional do Estado é um grave fator à perpetuação dessa situação calamitosa. Sob esse ângulo, nos EUA, com o Alerta Amber, toda vez que uma pessoa desaparecida é notificada, automaticamente, a informação é transmitida em tempo real em todos os veículos midiáticos e de radiofusão. Diante do exposto, ao se analisar a conjutura brasileira, percebe-se que o país — diferentemente dos Estados Unidos — carece de medidas que integrem as buscas pelos sumidos, já que, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública — o tema atinge 82 mil pessoas no Brasil por ano. Assim, durante o tempo em que a omissão do Governo for a regra, pais e mães continuarão orfãos de seus próprios filhos.
Ademais, vale destacar que a baixa qualidade da educação é um outro forte motivo ao impasse. Nesse viés, conforme Paulo Freire, sem educação, a sociedade não muda. Sendo assim, se há um obstáculo social, há uma lacuna educacional. Diante disso, no que tange à indiferença de muitas pessoas perante os os casos de desaparecimentos, nota-se que a escola não cumpre o seu papel no sentido de prevenir e reverter os empecilhos coletivos, uma vez que não apresenta esse assunto nas salas de aulas — o que permite a perpetuação de uma sociedade despreparada para esse contexto. Logo, enquanto uma área do ensino precarizada se mantiver, a nação verde-amarela será obrigada a conviver com um dos mais graves problemas para Freire: a falta de mudança social.
Urge, portanto, que a Polícia Federal destine um tratamento mais célebre aos casos, por meio de estratégias eficazes de enfrentamento, como a criação de delegacias especializadas e de um alarme que denuncie, em tempo real, o desaparecimento dos indivíduos. Além disso, o Ministério da Educação, enquanto regulador das práticas educacionais do país, modifique a mentalidade dos estudantes, por intermédio da criação de uma matéria chamada de “Progresso Comunitário”, que mostre aos alunos maneiras de resolver os imbróglios coletivos, com o intuito de preparar a população para lidar com diversos panorâmas. Dessa forma, espera-se garantir uma melhor segurança pública aos brasileiros.