Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil
Enviada em 17/07/2021
No filme “Buscando…”, é retratado o drama de um pai após a sua filha, de 16 anos, desaparecer. Fora da ficção, fica claro que a realidade apresentada no filme pode ser relacionada àquela do Brasil, no qual as famílias lidam com o desespero em relação ao sumiço de um parente. Assim sendo, faz-se necessária atenção para esse tema, que não é somente ocasionado pela vulnerabilidade de crianças e adolescentes, mas também pela falta de manutenção dos programas de pessoas desaparecidas.
Em primeiro lugar, é importante destacar a vulnerabilidade de crianças e adolescentes. O Estatuto da Criança e do Adolescente define esse grupo mais vulnerável a raptos para fim de tráfico de órgãos e prostituição, principais motivos do desparecimento de crianças. Não há registros oficiais de todos os casos de crianças desaparecidas no Brasil, mas segundo o Governo Federal, a estimativa são 40 mil crianças todo ano, mas o número é muito maior. Assim, é notória a falta de orientação e debate fazendo com que tal informação, sobre essa problemática, não chegue aos responsáveis.
Além disso, evidencia a precariedade nos programas de segurança, visto que não há a manutenção e tampouco delegacias especializadas em casos de desaparecidos. Por esse ângulo, o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, apresenta constantes falhas, o que causa ineficiência nos resultados das buscas. Paralelamente, falta um bom sistema que contribua para a possibilidade de encontrar menores desaparecidos.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Por isso, é importante que o Governo potencialize as investigações das pessoas, principalmente de menores, desaparecidos, por meio de criação de delegacias especializadas em todos os estados, além de criar um sistema funcional e solucionar os problemas enfrentados pelo Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos com o intuito de melhorar as buscas.