Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 18/07/2021

No ano de 1996 o Movimento Mães da Sé e a ABCD (Associação Brasileira de Busca e Defesa à Criança Desaparecida), presidida por Ivanise Espiridião, que teve sua filha, Fabiana Espiridião, então com 13 anos, desaparecida. Formou-se com o objetivo de ajudar outras tantas mães, pais, filhos, esposos e amigos a encontrarem seus entes desaparecidos. Esta situação perpetua-se até hoje por vários fatores, mas os principais agravantes são o descaso e a ineficiência do governo e pouca beneficência da mídia.

Primordialmente, no Brasil, uma pessoa desaparece a cada 3 minutos. São mais de 200 mil desaparecidos por ano, segundo o próprio Movimento Mães da Sé. No entanto, quando se observa a questão referente, percebe-se que a conquista ampla da problemática ainda está longe de sua completude, por conseguinte, o estudo anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública jogou luz no Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, criado em 17 de dezembro de 2009, conforme a Lei 12.127, e lançado em 26 de fevereiro de 2010 junto com o site www.desaparecidos.gov.br. Desde o início de 2018, o site foi tirado do ar pelo governo federal. Apesar de nunca ter funcionado como deveria, o canal tinha cerca de 370 crianças e adolescentes desaparecidos cadastrados e, de alguma forma, era um espaço oficial que alimentava a esperança de reencontro dos familiares. Desta forma, infere-se maior polidez do meio jurídico e governamental.

Ademais, a falta de divulgação constantes em relação aos desaparecidos mostra-se como um importante agravante. Isto posto, observa-se que os meios de comunicação e as redes sociais negligenciam a divulgação do acontecimento, até mesmo com fake-news, fazendo com que boa parte da população não tenha conhecimento do mesmo. Sob essa ótica, pode-se afirmar que a maioria dos meios midiáticos, uma vez que conteudistas, não contribuem no combate desse desafio nacional.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Dessarte, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Segurança Pública, promover a atualização correta de dados de pessoas desaparecidas, afim de uma melhor integração entre os órgãos de segurança .  Além disso, maior divulgações da mídia do aplicativo tecnológico Family Faces, concebido pela Mult-Connect através de uma iniciativa da Microsoft juntamente com as Mães da Sé, que usa o reconhecimento facial para procurar seus entes queridos. Somente assim, será possível um anel de esperança para familiares do movimento ter seus parentes e amigos de volta.