Ampliação de políticas públicas na busca por pessoas desaparecidas no Brasil

Enviada em 17/07/2021

Na série Mentes Criminosas, é retratado como são feitos os resgates de pessoas acometidas por “serial killer’s”, e no contexto da narrativa é explicado o histórico de vida desses assassinos e sequestradores, por meio de uma ampla pesquisa na base de dados ultra secreta, própria dos Estados Unidos, então o criminoso é identificado e detido por profissionais especializados. Fora da ficção, é fato que crimes, e especialmente sequestros, existem na realidade dos brasileiros e aterrorizam grande parte da população, desse modo, seja pela negligência de deveres governamentais, seja pela invisibilidade com que o assunto é tratado pela sociedade, o problema permanece silenciosamente exigindo uma melhoria urgente.

A priori, é válido ressaltar que a falta da participação do governo na tratativa de sequestros, como na falta de escolta na patrulha por uma pessoa desaparecida, configura-se como um fator extremamente relevante para permanência da problemática. Nessa perspectiva, segundo a Constituição de Federal, o indivíduo precisa de assistência urgente quando há uma iminência de desaparecimento, no entanto, esse direito não é cumprido na prática, impossibilitando ações de familiares e amigos das vítimas. Dessa maneira, fica evidente como a ausência do Estado na resolução da questão corrobora para permanência do caos na vida das famílias brasileiras.

Além disso, é de suma importância analisar o comportamento da própria população quando ocorre um caso de desaparecimento, que costuma passar desapercebido, e com isso, nunca é possível estabelecer uma resolução desse conflito. Nessa ótica, o autor Dilson de Oliveira Nunes traz que: “a ignorância é a raiz de todos os males”, ou seja, a falta de informação e do debate popular acerca dos desaparecimentos prejudica ainda mais a resolução do impasse. Nesse âmbito, configura-se de forma clara que a falta de norte da população, nesses casos, contribui para perpetuação do problema.

Portanto, para que a busca de pessoas que se encontram sumidas não seja considerada um empecilho para sociedade de modo geral, deve-se ampliar as medidas adotadas pelo Estado. Sob esse viés, cabe ao governo, como intermediador da segurança dos brasileiros, promover um maior assento á população como, por exemplo, quais as medidas devem ser tomadas em caso de desaparecimento, por meio da divulgação dessas medidas em mídias televisivas e sociais, a fim de ampliar o conhecimento da população e acelerar o processo de busca. Outrossim, é necessário que o governo de cada país cumpra efetivamente com suas políticas públicas e adicione mais especificações nela, a fim de garantir que os processos fomentados pelos governos funcionem de maneira eficaz. Somente então, notar-se-á uma prevenção concreta dos casos de cunho criminal, como mostrado na série.